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Angola'in à venda em Portugal e Angola

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A 1ª edição 2012 da Angola'in é pura sedução! Disponível em Angola e Portugal, a revista marca o seu regresso ao bom estilo das divas: com muito glamour e beleza. Uma aposta Comunicare que reserva grandes surpresas para os seus leitores

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Banca


CGD reafirma empenho na criação de banco de investimento

O banco de investimento que a Caixa Geral de Depósitos e a Sonangol anunciaram há cerca de um ano está "em andamento", mas a um ritmo "marcado pela conjuntura internacional". O balanço é do vice-presidente da CGD, Francisco Bandeira. Durante uma deslocação a Saurimo, capital da Lunda Sul, de onde é extraída uma parte significativa dos diamantes angolanos e onde foi inaugurado o primeiro balcão fora de Luanda com a nova marca do Caixa Totta, Francisco Bandeira disse à Lusa que, "apesar da crise financeira, não baixou o ânimo" para a criação da unidade.

"O Banco de Investimento está em andamento, a situação financeira internacional obriga a não baixar o ânimo, mas tem de se marcar o ritmo de acordo com a conjuntura. Não há nenhum problema com o banco de desenvolvimento de Angola", garantiu Bandeira.

O também presidente do conselho de administração do Caixa Totta Angola (banco que emerge da entrada no capital do antigo Totta Angola da CGD e da petrolífera angolana, Sonangol) sublinhou igualmente que está para breve uma aceleração do processo de criação do banco de desenvolvimento. "Vamos ter agora uma aceleração desse processo, e é nesse plano que estamos, de recrutamento e formação, porque um banco de investimento é mais exigente que um banco de retalho", notou.

O banco de investimento da CGD e da Sonangol, que terá sede em Luanda e filial em Lisboa, visa "fortalecer a presença das empresas portuguesas em Angola e também abrir cada vez mais portas do mercado português às entidades angolanas".

Sobre a escolha da capital angolana dos diamantes, Saurimo, para o primeiro balcão do Caixa Totta, Saurimo, o dirigente explicou que se deve ao facto de ser uma cidade "que tem um negócio em crescimento e onde temos importantes clientes".

Sobre a proximidade do novo balcão às principais minas de diamantes de Angola, Bandeira disse que é "uma actividade segura para um banco seguro". "Os dois accionistas do Caixa Tottta são dois bancos que marcam a solidez e a segurança do sistema financeiro ibérico, tal como é segura a actividade ligada aos diamantes em Angola, como é o caso da Lunda Sul", afirmou.

Petróleo


Dicionário português de termos petrolíferos lançado em Luanda

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL) lançou na última sexta-feira, em Luanda, um dicionário em português de termos utilizados no sector dos petróleos. A elaboração do volume contou com a participação da empresa portuguesa de serviços petrolíferos Partex, da Petrobras e do Instituto Brasileiro de Petróleo e Biocombustíveis.

A obra, a primeira em língua portuguesa, com 635 páginas e dividida em sete capítulos, tem como objectivo explicar claramente terminologias técnicas usadas no sector dos hidrocarbonetos. Por ordem alfabética aparecem 900 mil termos usados no ramo dos petróleos, nas áreas de pesquisa, exploração e produção do crude, em cada um dos três países, nomeadamente Angola, Brasil e Portugal.

O ministro dos Petróleos angolano, Botelho de Vasconcelos, considerou no acto de lançamento da obra que o dicionário é uma contribuição essencial para os trabalhadores do ramo dos petróleos e de outras pessoas que dela tiverem necessidade. A obra, que já foi lançada no Brasil e em Portugal, existe em português, inglês e francês.

Vinicultura


ViniPortugal quer crescer oito por cento


A ViniPortugal quer aumentar este ano em 8 por cento as vendas de vinhos portugueses em Angola, que é o principal mercado de exportação, mas que tem grande potencial de crescimento nos vinhos "finos" e junto dos jovens.

Segundo revelou à agência Lusa a 'area manager' para Angola da ViniPortugal, o estudo que é apresentado hoje, segunda-feira, no Porto (e terça-feira em Lisboa), confirma o que a associação inter-profissional responsável pela promoção dos vinhos portugueses já tinha como certo: Angola é "um mercado muito sério" para Portugal e deve ser tratado como tal. "Angola é um mercado muito sério para nós, quer em termos de volume, quer de valor, e não podemos, de todo, achar que o temos ganho só porque já lá vendemos imenso", afirmou Sónia Fernandes.

Actualmente, o país africano é de longe o maior mercado de importação dos vinhos lusos, tanto em volume, como valor, destacando-se como aquele onde Portugal mais vende os seus melhores vinhos. Apesar de as vendas de vinhos a granel terem "caído um bocadinho" nos últimos dois anos, penalizando as exportações em volume, Sónia Fernandes destaca que esta quebra tem sido compensada com a boa 'performance' dos vinhos engarrafados, motivando o crescendo das vendas em valor.

Encomendado pela ViniPortugal à Brands Advance, o "Estudo sobre o Mercado dos Vinhos em Angola" a apresentar na próxima semana é o primeiro do género e visa sistematizar o "conhecimento empírico" de que associação já dispunha.

Durante mais de um ano, a Brands Advance estudou 'in loco' os processos do vinho em Angola: de que forma chegam lá os vinhos, como, onde e a quem são mais vendidos, quais os impostos aplicados à importação e como é feita a distribuição pelas várias províncias angolanas.

Uma "panóplia de dados" que, segundo Sónia Fernandes, são importantes para a definição de uma estratégia de comunicação e 'marketing' para os vinhos portugueses naquele mercado, "onde ainda há potencial de crescimento em termos de consumo médio anual per capita".

Do trabalho resultou que a aposta da ViniPortugal em Angola deve passar pelos vinhos de qualidade superior, ditos "finos", que têm vindo a ganhar quota de mercado, em detrimento dos vinhos a granel.

Os jovens a partir dos 18 anos são apontados como o grande potencial de consumo, apesar de actualmente os principais clientes do vinhos lusos em Angola se situaram na faixa dos 40-45 anos.

Apesar de quase estar focado na capital Luanda, o estudo aponta alguns dados no sentido da distribuição dos vinhos portugueses para outras províncias "em forte desenvolvimento".

É o caso do Lobito, onde, segundo Sónia Fernandes, a ViniPortugal promoveu muito recentemente e com "imensa afluência" a primeira prova de vinhos ali realizada.

A Brands Advance concluiu ainda que o mercado angolano "está cada vez mais a querer profissionalizar-se nos vinhos", procurando muita informação nesta área com vista à formação de profissionais.

Face à perspectiva de crescimento da economia angolana na ordem dos oito por cento este ano, a meta da ViniPortugal é continuar a explorar o potencial de Angola, acompanhando este ritmo e crescendo ali "os mesmos oito por cento em volume e valor".

Gourmet

Portugal em destaque nas cartas de vinhos


Quem abre uma carta de vinhos num restaurante em Luanda encontra, por inerência, vinho português. Os restantes surgem no final, na categoria "outros vinhos", atestando o potencial que a afinidade com Portugal pode representar para as exportações do setor para Angola. Ainda assim, e em entrevista à agência de notícias portuguesa Lusa, dias antes da apresentação do primeiro Estudo sobre o Mercado dos Vinhos em Angola, a responsável pela 'area manager' da Viniportugal para aquele país africano alerta que há que "continuar a tratar o mercado angolano com muita atenção e não podemos deixar de o trabalhar". "É que existem várias ameaças ao vinho português, nomeadamente da África do Sul, cujos vinhos estão a começar a entrar no mercado e podem muito bem, se não tivermos atenção na nossa promoção e venda, roubar-nos alguma quota de mercado", sustenta Sónia Fernandes.

Beneficiando da muito maior proximidade do país, a África do Sul coloca com maior rapidez e menos custos os seus vinhos naquele mercado, "o que permite que sejam vendidos a um preço mais simpático". Para além destes, na categoria "outros vinhos" das cartas dos restaurantes nacionais surgem sobretudo marcas provenientes do Chile e Espanha. Os vinhos espanhóis lideram, aliás, as vendas de vinho a granel em Angola, enquanto Portugal domina por completo o mercado de vinho engarrafado, com uma quota de 97 por cento. "Vendemos para Angola de tudo e de todas as marcas, desde vinhos verdes a licorosos, mas essencialmente muito vinho tinto", referiu a responsável da Viniportugal. Após já ter organizado algumas acções em Angola, este ano, desde sessões para obter 'feedback' dos importadores a "pequenas provas" com profissionais em Luanda e no Lobito, a associação promove amanhã uma "grande prova de vinhos portugueses", com "mais de 75 produtores" a apresentar as suas novas colheitas.

Também para este ano está previsto um concurso de cartas de vinhos em Luanda, assim como a continuidade da aposta em formação iniciada no ano passado com a deslocação a Portugal de um grupo de jornalistas de Angola para receberem formação na área da prova de vinhos e visitarem algumas regiões portuguesas.

Depois de Angola - que é o maior mercado dos vinhos portugueses, com 445 mil hectolitros e 57 milhões de euros importados em 2009 - os principais clientes de Portugal são, em valor, o Reino Unido (19,5 milhões de euros) e os EUA (18,5 milhões de euros).


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Infância


INAC quer denúncia de maltrato de crianças



A directora provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) do Bié, Fernanda do Carmo da Fonseca Santos, apelou na cidade do Kuito para a necessidade de se denunciar todas acções que atentem à violação dos direitos dos menores.
Dissertando sobre a violação dos direitos da criança, a responsável lembrou que há que reforçar as medidas de denúncias de todos aqueles que tentam violar esses direitos. Segundo a Angop, a directora sublinhou que se deve trabalhar para o fortalecimento dos direitos das crianças, visando a criação do bem-estar dos continuadores da nação. "Devemos dar à criança tudo que ela merece", enfatizou.
Durante a jornada da Criança, que arrancou na quarta-feira, a direcção provincial do INAC do Bié vai promover diversas actividades culturais, desportivas, recreativas, debates e outras acções, em saudação aos dias Internacional e Africano da Criança, que se assinalam a 1 de 16 de Junho, respectivamente.
De acordo com o programa de actividades, o INAC vai realizar encontros de reflexão sobre o uso de drogas, o aleitamento materno, palestras sobre os direitos da criança no quadro dos 11 compromissos, reflexão sobre a protecção do menor, promovendo igualmente campanhas de limpeza.
O acto provincial do Dia Internacional da Criança, que se assinala no próximo dia 1 de Junho, será realizado na comuna do Kutato, no município do Chinguar (Bié).

Tecnologia

Ciência e tecnologia debatida na ADPP




Alunos e funcionários da organização não-governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Provo (ADPP), participaram, na cidade do Huambo, num seminário sobre ciência e tecnologia, que terminou ontem, quinta-feira. A formação durou 14 dias e contou com 35 participantes que aprenderam as técnicas ligadas ao fabrico de fogões artesanais, utensílios domésticos e adubos feitos de excremento de boi, construção de latrinas e fontenários.

Durante a cerimónia de encerramento do curso, o director da ADPP no Huambo, Dag Rune, afirmou à Angop que os alunos e funcionários da instituição estão mais capacitados para desenvolverem micro-projectos de crescimento sustentável nas comunidades rurais, através do recurso às novas técnicas. Considerou ser uma mais-valia, pois abordou temas atinentes à preservação e conservação do meio ambiente, ante as constantes ameaças de aquecimento global.

O director provincial da Educação, Felisberto Mona, descreveu a formação como interessante, a julgar pelos temas debatidos ao longo do evento. Acrescentou que a ADPP ao formar os seus alunos e funcionários em questões ambientais, reflecte a preocupação desta instituição em implementar programas sustentáveis que respeitem a natureza. "Falar de ambiente sustentável é apelar à consciência das pessoas, no sentido de explorarem recursos naturais de uma maneira responsável e dar tempo para que as gerações vindouras venham a desfrutar dos mesmos", salientou.


Crédito

Ministra do Planeamento aborda questões de crédito



A governadora do BAD para Angola e ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, reuniu ontem, quinta-feira, em Abidjan, com uma missão do Banco Japonês para a Cooperação Internacional (JBIC). Durante o encontro, a responsável abordou a possibilidade de criar uma linha de crédito para o financiamento da indústria têxtil em Angola.
O encontro, à semelhança de outros que já manteve com instituições financeiras presentes em Abidjan, decorreu à margem das sessões do Conselho de Governadores do Grupo BAD.
Em declarações à Angop, após a abertura oficial da 45ª Assembleia Anual do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a ministra defendeu que o BAD vai manter os seus esforços financeiros no auxílio à construção de infra-estruturas económicas e sociais nos países membros e vai contribuir para a solidificação da integração regional e combate à pobreza.
Por outro lado, o país foi eleito pelo Conselho de Governadores BAD para assumir um dos 20 lugares do Conselho de Administradores em representação de quatro países da África Austral (Angola, Moçambique, Namíbia e Zimbabwe).
Durante quatro anos (1 de Julho de 2010 a 30 de Junho de 2013), o angolano Tombwele Francisco Pedro assumirá a função de administrador, sucedendo no cargo o zimbabweano Bvumbe Andrew.



Hotelaria


Novo hotel em Saurimo


Um complexo hoteleiro, com 53 quartos, é inaugurado hoje na cidade de Saurimo, no âmbito das celebrações do 54º aniversário da localidade.
A infra-estrutura dispõe de cinco suites presidenciais, 16 quartos duplos e 32 quartos para solteiros, cujos os custos estão avaliados em dois milhões de dólares. Construído de raiz, o empreendimento surge como resposta do sector privado ao apelo do Governo para a criação de maior oferta desses serviços aos utentes em todas as províncias do país.
Em declarações à Angop, Ana Cristina, gerente, refere que as obras do complexo tiveram duração de dois anos e foram financiadas pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), devendo empregar 30 trabalhadores. Acrescentou ainda que o hotel aguarda uma equipa, proveniente do Ministério do Comércio para a sua classificação. Constam entre os serviços a serem oferecidos pelo complexo hoteleiro a Internet via satélite para hóspedes, um ginásio, salão de cabeleireiro, restaurante e uma agência do Banco de Poupança e Crédito (BPC).
Os preços a serem praticados vão variar entre os 120 dólares para os quartos simples, 200 para as suites normais e 350 dólares para as suites presidenciais.

Lusofonia

105 mil pessoas visitam pavilhão de Angola



Mais de 105 mil pessoas visitaram o Pavilhão de Angola na Expo 2010, em Shanghai, na China, na última semana. Recorde-se que exposição foi inaugurada a 1 de Maio e vai já na terceira semana, registando resultados muito positivos. O espaço angolano registou no dia da abertura 2750 visitantes e o número subiu gradualmente na ordem dos 1000 a 1500 por dia. Na segunda semana, a média diária de participantes oscilou entre os 10 mil e os 12 mil visitantes.
A Expo 2010 vai durar seis meses, encerrando a 31 de Outubro de 2010. Os anfitriões estimam um volume total de visitantes na ordem dos 70 milhões. As expectativas da Comissão Nacional para Expo 2010 passam por atingir os 4,5 milhões de visitantes ao Pavilhão Angolano neste certame, o que representaria mais 25 por cento ao número de visitantes registados ao Pavilhão Angolano em Saragoza (Espanha) em 2008. As estatísticas apuradas até ao momento apontam que as projecções poderão atingir esse objectivo, ou mesmo ultrapassar a cifra dos quatro milhões e 500 visitantes.
Para a comissária geral de Angola no evento, Albina Assis, “estes números significam que a opção de Angola de se dar a conhecer em Shanghai com um pavilhão independente justificam o investimento feito pelo Governo que criou as condições materiais para que isso fosse possível”.
Uma das curiosidades dos visitantes ao pavilhão angolano é a exibição de uma experiência 4D dentro do recinto, que consiste num teatro de 24 lugares para a visualização de um filme tridimensional de cerca de oito minutos de duração, complementado por uma quarta dimensão, a sensorial. Essa tecnologia permite aos espectadores experimentarem as sensações e emoções “visualizadas como espirros de água junto de quedas de água, simulações de subida e de descida, bem como de movimento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Banca


BNI vai emitir Visa e MasterCard em Benguela

O administrador do Banco de Negócios Internacional, Carlos Rodrigues, anunciou ontem, quarta-feira, em Benguela, que a agência da Rede Expresso 24, afecta ao BNI, vai emitir cartões Visa e MasterCard para facilitar as transacções dos clientes no exterior do país.

O administrador do BNI adiantou à Angop essa informação durante a inauguração do primeiro balcão da Rede Expresso 24 do Banco de Negócios Internacional na cidade de Benguela.

Informou que os cartões Visa e MasterCard vão ser entregues aos clientes em menos de 72 horas a contar da data da sua emissão na agência de Benguela. O BNI inaugurou no mesmo dia uma agência no município de Lobito, elevando para 28 o número de balcões a nível do país.

Lusofonia

Encontro de solidariedade entre angolanos emigrantes



A associação de angolanos residentes na localidade de Carlow, na Irlanda, organiza no próximo sábado um encontro de solidariedade e convívio denominado "Família Angolana Unida, Um só Povo".
A informação foi avançada hoje à Angop pelo Secretário Geral da Associação de Solidariedade Angolana na Irlanda (ASAI), Simão Paulo, que acrescentou tratar-se de um encontro que visa aproximar e unir os angolanos residentes na Irlanda. "Com a realização desta actividade pretendemos unir os angolanos residentes na República da Irlanda, porque alguns vivem em províncias ou cidades diferentes", esclareceu o responsável, destacando que a organização espera congregar o maior número de compatriotas no evento, tendo em conta que residem neste país cerca de 3.500 angolanos. No que toca a situação dos angolanos na Irlanda, Simão Paulo avançou que todos têm residência fixa, sendo que alguns estão na condição de estudantes e outros inseridos no mercado de trabalho. A maioria dos emigrantes tem entre 10 a 13 anos.
A ASAI existe nasceu há 13 anos na Cidade de Dublin, capital da Irlanda. Trata-se de uma organização comunitária voluntária criada para promover o desenvolvimento social, integração social e para facilitar o acesso aos serviços de assistência jurídica, ensino, apoio moral e social, serviços sociais.

Urbanismo

Infra-estruturas em reservas fundiárias vão a concurso

A Direcção Provincial do Ordenamento do Território Urbanismo e Ambiente de Cabinda abriu concurso para a criação de infra-estruturas nos 350 hectares das reservas fundiárias da província, aguardando neste momento a entrega de propostas. Em causa estão 300 hectares de reservas fundiárias na localidade de Chibolo (Cabinda) e 50 outros hectares na zona do Tenda, no município de Caconda.
De acordo com o secretário provincial do Ordenamento do Território Urbanismo e Ambiente, António Francisco Macaia, a selecção das propostas é feita com base no concurso público, que abriu no primeiro trimestre deste ano.
"Aguardamos as propostas das empresas para seleccionar as melhores garantias e executar o padrão de urbanização previsto no plano", assegurou, em declarações à Angop.
No âmbito do programa de fomento habitacional (um milhão de casas até 2012), será implementado ainda este ano na província, a segunda fase do projecto de auto-construção dirigida de residências. O sector do Ordenamento do Território Urbanismo e Ambiente de Cabinda irá proceder, ainda no decorrer dos próximos meses, à abertura de um outro concurso público de selecção de empresas para a criação de infra-estruturas nos 600 hectares de reservas fundiárias nos quatro municípios na província. As empresas concorrentes já visitaram os terrenos identificados para a execução do projecto.


Mundial 2010


Tenor escolhido por Mandela para cantar na abertura morre



Morreu o tenor sul-africano Siphiwo Ntshebe, que cantaria, a pedido do ex-presidente Nelson Mandela, na cerimónia de abertura da Copa do Mundo. O cantor, de 34 anos de idade, sucumbiu ontem a uma meningite, a poucas semanas do Mundial.
"É trágico para qualquer um que trabalhou tão duro como ele (...) morrer, no momento em que o seu talento iria ser reconhecido", lamentou o director geral da Sony Music Entertainment, Keith Lister.
A pedido de Nelson Mandela, o jovem iria interpretar a música intitulada "Hope" (Esperança) na cerimónia de abertura da Copa do Mundo, no dia 11 de Junho. O cantor contraiu a doença na semana passada, quando ensaiava o tema, chegando a ficar internado num hospital de Port Elizabeth. A canção "Hope" faz parte do disco oficial do Mundial.
Siphiwo Ntshebe tinha terminado a gravação de seu próprio álbum, que incluía uma mensagem lida de Mandela.
O tenor cresceu num distrito de Port Elizabeth e aprendeu a cantar na igreja. Aos 16 anos, ganhou uma bolsa de estudos para se juntar ao coral da Universidade do Cabo e para estudar na Royal College of Music de Londres.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Banca


BAD aumenta capital para 100 mil milhões de dólares
O capital do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai sofrer um acréscimo de 33 para 100 mil milhões de dólares norte-americanos, com a finalidade de continuar a apoiar financeiramente os países africanos. Uma nota da presidência da instituição explica que o aumento do capital foi recomendado em Abril, por um comité de governadores, que representam os accionistas do banco, com o intuito de tornar possível que a instituição continue a dar o auxílio financeiro necessário e urgente aos países africanos.
Este é o sexto aumento dos últimos anos e visa corresponder à estratégia de médio prazo (2002-2012) do BAD, que se pauta por se centrar nas prioridades operacionais, em incrementar a sua intervenção no domínio das infra-estruturas, sector privado, tecnologia, ensino superior e boa governação.
De acordo com o documento, uma resolução neste sentido será tomada durante as sessões de quinta e sexta-feira, quando o Conselho de Governadores analisar a resolução sobre o aumento geral do capital da instituição, no âmbito da 45ª assembleia anual do BAD.
Em 2009, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento teve um capital de 12,7 mil milhões, representando mais do dobro em relação ao capital 5,4 mil milhões em 2008.

Agricultura

Dois mil hectares para cultivo de mandioca


Os camponeses do município de Caculama, na cidade de Malanje, prepararam 2.574 hectares para o cultivo de mandioca na presente campanha agrícola. De acordo com um relatório trimestral da administração municipal divulgado pela Angop, os agricultores reservaram igualmente 490 hectares para produção de feijão, 598 hectares para amendoim, 612 para batata-doce, dois hectares para inhame e outro tanto para cultiva de batata rena. Para o êxito da campanha, a Estação de Desenvolvimento (EDA) no município entregou aos camponeses 12.443 enxadas e 2.832 catanas.

O município de Caculama conta com sete cooperativas e 61 associações de camponeses.

Construção

Ingombota vai processar construções nas encostas do Miramar


As autoridades administrativas da Ingombota anunciaram que pretendem processar criminalmente os munícipes que insistirem em construir nas encostas do Miramar e da Boavista (imediações do Porto Comercial de Luanda e Mercado do Roque Santeiro), que são consideradas zonas de risco pelo Governo de Luanda. Em declarações à Angop, Susana Augusto de Melo, administradora municipal da Ingombota, afirmou que nos últimos dias surgiram 100 novos casebres, após cidadãos "oportunistas" se terem apercebido que em breve haverá a transferência dos antigos moradores para outras áreas nos arredores da cidade.

De acordo com a responsável, durante o último mês findo foram identificadas 35 famílias, todas residentes em zonas consideradas de risco e que serão abrangidas num projecto de auto-construção dirigido, através da distribuição de lotes de terrenos, em local não revelado. "O Governo não vai se responsabilizar pelos novos casebres que apareceram depois do registo , até porque muitos dos seus proprietários haviam, em anos anteriores, beneficiado de residências no Zango, município de Viana",esclareceu .


Formação


Curso internacional para árbitros no Lubango

A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) promove a partir de hoje, na cidade do Lubango, no Huíla, um curso de aperfeiçoamento de conhecimentos e técnicas, destinado aos instrutores de arbitragem do Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Zinga Carlos, presidente do Conselho Provincial de Árbitros, afirmou à Angop que a acção de formação vai durar seis dias e contará com a participação de 25 instrutores (um de Cabo Verde, dois da Guiné Bissau, dois de São Tomé e Príncipe, três de Moçambique e 17 de Angola). Durante a o curso serão abordados temas ligados às leis de jogo, tratamento da condição física do arbitro, avaliação, marcação de faltas, assim como outros aspectos sobre o regulamento internacional da arbitragem. Esta é a primeira formação do género que se realiza, este ano, na cidade do Lubango.

Desporto

Kadafi defende que nações pequenas podem organizar Mundial



O guia líbio, Muamar Kadafi, reiterou ontem, terça-feira, que os pequenos países têm o direito de acolher o Campeonato Mundial de Futebol (Mundial), para que a competição internacional mais importante deixe de ser exclusiva dos ricos.
Numa declaração à Agência Líbia de Notícias (JANA), divulgada pela Angop, Kadafi argumentou que o Mundial de Futebol deve ocorrer igualmente nas nações mais fracas para que estes últimos não continuem eternamente privados deste evento de grande envergadura.
Na sua opinião, o país que vencer o Mundial da África do Sul deverá ter o direito de organizar a próxima edição, dentro de quatro anos, independentemente daquilo que for decidido e dos meios financeiros do país em causa. O líder líbio entende que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) deverá financiar a organização do Mundial, para acabar com o monopólio dos países ricos, considerando que o evento não terá significado nem valor, se o país vencedor não organizar a próxima edição.
Durante a entrevista, defendeu que a organização do mundial pelos países vencedores é um direito que lhes é adquirido.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Acordo

ANIP vai instalar fábrica de cimento



A Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) e a Sociedade Lusa de Negócios Internacional (SLNI) assinaram ontem, segunda-feira, um protocolo para instalação de uma nova fábrica de cimento em Angola. O contrato de investimento do projecto SLN – Fábrica de Cimento e Clinker de Benguela está orçado em 294 milhões de dólares norte-americanos e visa fabricar cimento a granel e ensacado do tipo 1 e 2 para o consumo interno e externo.
O projecto, que conta com a participação da Caixa de Segurança das Forças Armadas Angolanas e outros investidores privados nacionais, será implementado na cidade do Lobito, província de Benguela, num período de quatro anos.
A Angop noticia ainda que o plano será implementado dentro de 90 dias, com a construção de instalações de apoio às operações e equipamentos sociais, bem como com a criação de infra-estruturas portuárias e ferroviárias. Serão igualmente construídos um complexo habitacional para os funcionários, posto médico, escola, esquadra de polícia e infra-estruturas desportivo, cultural e de lazer.
Ao intervir no acto de assinatura do convénio, o presidente da ANIP, Aguinaldo Jaime, esclareceu que o acordo está enquadrado na política do Governo de recuperação da produção nacional e reduzir a importação de cimento. A nova unidade vai gerar 240 postos de trabalho directos e mil indirectos, incluindo a formação profissional em diversas áreas de trabalhadores, disse o responsável.
Nos três primeiros anos de actividade, a fábrica vai produzir 910 mil toneladas de cimento/ ano, devendo, em 2016, alcançar mais de um milhão de toneladas de produto em 12 meses. O presidente do grupo SLNI, Fernando Lima, mostrou-se satisfeito com o acordo rubricado, confirmando que a implementação total do programa levará quatro anos.

Desporto

Ténis de mesa: Angolanos no Mundial da Rússia


A selecção nacional sénior masculina de ténis de mesa está a participar no Campeonato do Mundo por equipas, a decorrer de 23 a 30 deste mês, na Cidade de Moscovo, na Rússia.
Depois de um estágio de aproximadamente 20 dias em Portugal (onde efectuaram vários jogos com equipas lusas), os atletas estrearam-se a ganhar, batendo os homólogos de Madagascar, por expressivos 3-0.
Orientados pelo director-técnico da Federação Angolana de Ténis de Mesa (FATM), o treinador Miguel Gourgel, os atletas Hermenegildo Agnelo, Jackson Nazaré (Upra) e Domingos Manuel (Tuclepa), não deram hipóteses aos seus adversários, demonstrando uma maior capacidade competitiva. Na prova, os mesa-tenistas nacionais visam melhorar a classificação anterior, onde ocuparam a sétima posição da 4ª divisão, que contou com a presença de mais de trinta países.
Jackson Nazaré (865º) é o angolano melhor classificado do ranking mundial, divulgado pela federação internacional da modalidade (ITTF) em 2009.

Efeméride


Dia de África assinalado em todo o mundo


O "continente negro" celebra hoje 47 anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA). Foi a 25 de Maio de 1963 que 32 chefes de Estado africanos se reuniram e assinaram uma carta em que os líderes independentes se comprometiam a por fim à subordinação a que o continente estava submetido há séculos. Este acto representou a aceleração do fim da colonização do continente. A OUA (Organização de Unidade Africana).nasceu nesse dia, levando a ONU (Organização das Nações Unidas) a instituir o Dia da Libertação de África, em 1972.

Todos reconhecem que a libertação do continente do jugo colonial e o derrube do regime segregacionista do Apartheid, durante anos em vigor na África do Sul, foram as tarefas prioritárias da OUA.

No entanto, muitos consideram que a OUA se revelou incapaz de resolver os conflitos surgidos continuamente em toda a parte, pelo que os golpes de Estado tornaram-se uma prática. Assim, a 12 Julho de 2002, em Durban, o último presidente da OUA, o sul-africano Thabo Mbeki, proclamou solenemente a dissolução da organização e o nascimento da União Africana, com a missão de fazer face aos desafios de África, perante as mudanças sociais, económicas e políticas que se operam no mundo. A comemoração do Dia de Africa a 25 de Maio manteve-se, para lembrar o ponto de partida, a trajectória e o que resta para se chegar à meta de “uma África unida e forte”, capaz de concretizar os sonhos de “liberdade, igualdade, justiça e dignidade” dos fundadores.

África tem aproximadamente 30,27 milhões de quilómetros quadrados de terra. É o segundo continente mais populoso do Mundo (depois da Ásia), com aproximadamente 800 milhões de habitantes.

O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a apenas um porcento do produto mundial. Grande parte dos países possui parques industriais poucos desenvolvidos, enquanto outros nem sequer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura. O principal bloco económico é a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), formada por 14 países: Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

Para assinalar a efeméride, que este ano tem o lema "2010, ano da paz e da segurança", realizam-se em Angola várias actividades, destacando-se o colóquio internacional, dedicado "A Paz e Segurança em África", a decorrer no Centro de Convenções Talatona, em Luanda.

Constatação


Ministra do Planeamento prevê crescimento do Soyo



Disse que com base neste emprego, várias famílias já conseguem resolver os seus problemas sociais, para além de contribuírem para o desenvolvimento socio-económico do país.
A ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, referiu ontem, segunda-feira, que o Governo está a apostar no desenvolvimento da província do Zaire, aproveitando os vários recursos naturais para o fomento do sector industrial.
Ana dias Lourenço fez estas declarações durante um encontro com membros do Executivo do Zaire, autoridades tradicionais, religiosas e a sociedade civil, no âmbito da visita de trabalho que efectuou ao Soyo. "O Governo, e muito particular o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, têm grandes perspectivas quanto ao desenvolvimento rápido da província do Zaire", defendeu, em declarações à Angop.
A ministra apontou a construção da fábrica de transformação de gás natural "Angola LNG" como um dos maiores investimentos do Estado e que trará grandes benefícios para a economia nacional, propiciando o rápido desenvolvimento da região. Por outro lado, Ana Lourenço prevê que o Zaire terá um outro ganho com a construção do pólo industrial e com a central eléctrica "círculo combinado". Os projectos constam do programa do Ministério do Planeamento, para melhorar o fornecimento de energia ao nível da região.
A ministra reiterou ser imperativa a aposta na formação profissional e académica dos cidadãos, frisando que o ministério conta com parceiros do sector privado para participarem nos programas de aprendizagem.

Sociedade

Concertação social decisiva no crescimento


O analista político, Elias Tchinguli, defendeu, em entrevista à Angop, que a concertação social assume-se como um meio ao dispor dos políticos para mostrarem ideias e contribuírem para o desenvolvimento nacional, através do diálogo institucional. O responsável sustentou que o diálogo deve ser incrementado entre organizações não-governamentais, sindicatos ou outras representações sociais, possibilitando a comunicação dos principais anseios da população.
A concertação social permite melhorar o desempenho do Estado, relativamente a prestação do seu serviço, contribuindo para a melhoria das condições de vida para as populações e consequentemente a paz social, indispensável ao desenvolvimento.
A instauração da economia de mercado e do multipartidarismo despoletou outras visões de concepção do desenvolvimento, pelo que surgiram novas organizações sócio-profissionais. Assim, o especialista alega que a concertação social deve ser estruturada a vários níveis, e o Estado, através de instituições apropriadas, deverá liderar o diálogo com as confederações sindicais, entidades patronais e organizações não-governamental, cabendo às autoridades a função de harmonizar estes interesses.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

África

Especialista sugere maior protagonismo da UA


O analista de relações internacionais Filipe Olímpio defendeu hoje, no Huambo, o maior protagonismo institucional da União Africana (UA), para fazer face aos inúmeros problemas com que os países membros ainda se debatem.

Em entrevista à Angop, a propósito do Dia de África, que se assinala amanhã, o especialista explicou que a situação se reflecte negativamente, nomeadamente ao nível da fraca intervenção da organização na promoção da democracia, dos direitos humanos e do desenvolvimento socioeconómico dos Estados. Filipe Olímpio sustentou que o actual orçamento anual da União Africana (130 milhões de dólares) é ínfimo e, no seu entender, condiciona a prestação de ajuda aos países assolados por calamidades naturais, ao movimento de diplomatas para mediar conflitos e à manutenção de um exército de manutenção de paz.

O analista aproveitou a ocasião para condenar o facto de alguns países membros da União Africana não pagarem atempadamente as suas quotas anuais (50 mil dólares), causando transtornos para a realização das suas actividades.

Filipe Olímpio elogiou os esforços empreendidos pelos Governos para o desenvolvimento social e económico dos países do continente, realizações que concorrem para a melhoria de vida dos seus habitantes.

Banca

Abanc parceira do Governo


O secretário de Estado para a Coordenação Económica, Job Graça, revelou que a Associação Angolana de Bancos (Abanc) tem sido um parceiro importante do Governo na formulação de políticas e medidas nos domínios cambial e monetário, visando o desenvolvimento do sistema financeiro nacional.

O governante lembrou que a parceria estratégica entre o Executivo e a associação contribuiu para a ocorrência de transformações no sector bancário que permitiram ao país ser o terceiro centro bancário do continente africando, depois da África do Sul e Nigéria. A título de exemplo, recordou que no período entre 2006 e 2008, os activos bancários cresceram a uma taxa média de 46 por cento, passando de aproximadamente de USD 17 mil milhões para 35 mil milhões de dólares norte-americanos.

Job Graça defendeu que se verifica actualmente um claro aprofundamento progressivo da integração da economia nacional na economia mundial, tal como se pode constatar na recente classificação do risco soberano de Angola pelas agências de rating Fithc, Moodys e Standard and Poors.

A classificação tem o potencial de alargar as fontes e de reduzir os custos de financiamento internacional do Executivo e das empresas. Para o responsável, em declarações à Angop, o novo contexto vai exigir dos bancos nacionais o aumento da sua eficiência, de modo a desempenhar cada vez melhor as suas funções de intermediação e alocação eficiente de recursos nacionais e contribuir progressivamente para um maior desenvolvimento do sistema financeiro nacional.

Garantiu que a Abanc continuará a contar com a parceria do Executivo, porque o desenvolvimento e o aprofundamento do sistema financeiro nacional são imprescindíveis aos objectivos do Governo que consistem na estabilidade macroeconómica, crescimento, geração de empregos, diversificação económica e desenvolvimento sustentável, de modo a melhorar progressivamente as condições de vida das famílias angolanas.

Economia

Congresso de Marcas de Angola inicia hoje




O terceiro Congresso Nacional de Marcas de Angola aborda o tema “O Futuro da Televisão em Angola” e arranca hoje, em Luanda. A iniciativa é da empresa Semba Comunicação, em parceria com a Deloitte. O fórum destina-se à promoção da discussão e reflexão sobre o contexto e os desafios actuais e futuros da Televisão em Angola.
A Angop divulga ainda que o encontro se dirige a quadros seniores, com funções de administração ou de direcção e deverá contar com a presença de oradores criteriosamente seleccionados.
Para hoje está previsto o debate sobre os painéis Serviço Público de Televisão, Audiência e Estudo de Opinião, Informação Televisiva e Publicidade e Marcas. No segundo dia de trabalho, vão estar em evidência os painéis Novas Tecnologias, Investimento para o futuro, Novos Conteúdos, Projecção Internacional através da TV.
De acordo com a nota publicada pela agência de notícias, o congresso será um ponto de encontro entre os principais agentes do país (públicos e privados) para uma discussão alargada do futuro da televisão em Angola, tendo em conta as tendências internacionais.
A organização do evento espera promover o debate sobre o contexto e perspectiva do futuro da televisão em Angola, no quadro do desenvolvimento e consolidação da criação de marcas nacionais fortes, capazes de participar no fomento do desenvolvimento social, económica e cultural do país.
Por outro lado, pretende descortinar o papel da televisão no desenvolvimento social e na construção da identidade cultural do público, bem como a capacidade de promoção de Angola no estrangeiro, através da promoção e projecção internacional do país (junto das comunidades).



Tecnologias

Inamet promove workshop


O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) promove hoje, em Luanda, um workshop sobre “Novas tecnologias aplicadas à gestão de dados hidrometeorológicos”. De acordo com a informação noticiada pela Angop, o certame, que contará com a parceria de uma empresa privada, tem como objectivo proceder à apresentação dos projectos em curso do Inamet e discutir as suas perspectivas. Durante o workshop serão apresentados temas como “A complementaridade entre a informação meteorológica e a hidrologia” e o “Inamet e os seus desafios de modernização”.
A entidade organizadora é uma instituição de pesquisa e prestação de serviços nos domínios da meteorologia, geofísica e astronomia. É tutelada pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e tem como missão contribuir para a preservação de vidas e bens e apoiar o desenvolvimento económico do país, através da geração de produtos de qualidade para diversas aplicações.

Cultura


Paulo Flores actua na Expo Shangai


O cantor e compositor Paulo Flores será uma das principais atracções na celebração do Dia de África, que terão lugar amanhã, terça-feira, no pavilhão angolano da Expo Shangai 2010. O cabo-verdiano Tito Paris e o guineense Manecas Costa são os restantes cabeças de cartaz.
Recorde-se que na quinta-feira passada, a música urbana contemporânea angolana esteve presente no 'Central Stage’ do Pavilhão Africano com a actuação dos conceituados cantores Ary, Big Nelo e Paul G. O ritmo contagiante dos sons nacionais atraiu a pacata audiência chinesa, que dançou e vibrou com a exibição dos embaixadores culturais de Angola.
Os artistas Ary, Big Nelo e Paul G e Paulo Flores, tal como Nanuto, Agre G e Kituxi, fazem parte da primeira de quatro caravanas artísticas angolana que estarão na EXPO 2010 nos próximos seis meses.
O Pavilhão tem apresentado, desde que foi inaugurado a 1 de Maio de 2010, como actos ‘residentes’ o grupo de dança “Kina Ku Moxi” e o veterano Carlos “Carlitos” Vieira Dias, acompanhado por Mário “Marito” Garnacho ao piano.
Na Galeria de Artes Plásticas estão em exibição, numa primeira fase, as obras do conceituado artista Euleuterio Sanches. Obras de uma selecção de outros artistas angolanos serão igualmente expostas ao longo da Expo universal.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Política


Governo estuda assimetrias económicas regionais


A ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, admitiu que uma das preocupações do Governo consiste em criar um modelo de crescimento em que as assimetrias regionais sejam esbatidas para uma melhor repartição dos rendimentos e de recursos. A responsável abordou o tema durante a abertura do primeiro fórum de oportunidades e negócios, que decorre na província de Malanje. Na ocasião, explicou que o desenvolvimento assenta igualmente nos planos de progresso anuais e bianuais. De acordo com a dirigente, as políticas governamentais inseridas neste contexto de harmonizar o crescimento da economia contemplam medidas de incentivo, de acordo com a localização das actividades produtivas e de prestação de serviços em zonas descentralizadas dos actuais grandes centros de negócios.

"Os incentivos que o Governo tem para promover o crescimento económico passam pelo respeito das vantagens comparativas de cada uma das províncias”, disse, acrescentando que os incentivos financeiros, fiscais, cambiais e monetários, só não resultam se as províncias não mostrarem aptidões especificas para a implantação de determinadas actividades. Esclareceu que a política governamental de incentivo à deslocalização económica, do centro para a periferia, pretende maximizar as facilidades concedidas numa óptica de maximização do bem-estar nacional. A ministra admite que as políticas públicas foram priorizadas, com o propósito de orientar as opções privadas de investimento e as decisões de produção, de modo a facilitar a criação de um bom ambiente de negócio.

Os participantes do fórum estão a debater temas relacionados com o resultado do comércio rural como factor dinamizador de negócios, as políticas públicas de incentivo ao investimento privado e o micro-crédito como mola impulsionadora do surgimento de pequenos negócios. O ambiente macroeconómico de Angola e sua projecção em Malanje e o plano de desenvolvimento do pólo agro-industrial de Capanda são os temas em discussão.


Comércio


"CENCO" constrói lojas de proximidades na província



O presidente do conselho de administração da Central de Compras do Estado "CENCO", Manuel Gomes Maiato, anunciou, na cidade do Huambo, que a construção de lojas de proximidades nos municípios e comunas no interior desta província vai arrancar ainda este ano.
Em declarações à Angop, o coordenador do Programa de Reestruturação dos Sistema de Logística e Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais à População (PRESILD) revelou que a instituição prevê ainda iniciar a construção de infra-estruturas de "Urbanismo Comercial" e alargar os mercados da rede nos municípios e comunas.
A delegação da "CENCO", chefiada pelo Manuel Gomes Maiato, encontra-se no Huambo desde ontem para uma visita de 48 horas, com a finalidade de constatar as infra-estruturas da rede PRESILD e manter encontro com os produtores locais. O responsável salientou que "é importante manter contacto com os produtores locais, industriais, agricultores, pecuários e outros para troca de impressões, por forma a se encontrar mecanismos viáveis de absorção da produção local e estimular os camponeses e agricultores na província".
Manuel Maiato referiu ainda que a instituição está a fornecer apoio logístico às Forças Armadas Angolanas (FAA), à Polícia Nacional e a outros organismos do Ministério do Interior, além de fornecer mercadorias à rede comercial do Estado do Nosso Super, o que implica maior envolvimento dos produtores locais.
O presidente do conselho da administração da "CENCO" foi recebido pelo governador em exercício da província do Huambo, Henriques Barbosa e visitou o local onde será construído as infra-estruturas do "Urbanismo Comercial" e a loja pedagógica "Poupa Lá" onde estão a ser formados 36 jovens.

Negócios


Empresários britânicos querem investir na agricultura


O embaixador britânico em Angola, Richard Wildash, anunciou hoje, sexta-feira, em Luanda, que vai deslocar-se a Londres em Julho, com o objectivo de incentivar os empresários britânicos a investirem no país nas áreas da agricultura e de produtos manufacturados.

Em declarações à Angop, o diplomata explicou a importância de atrair mais investimento estrangeiro para estas áreas e não vocacionar apenas para o sector petrolífero, no qual a Grã-Bretanha é o segundo maior investidor. "Já temos dois bancos (o Standard Chartered Bank e o HSBC) que têm escritórios em Angola, mas é preciso encorajar outras empresas para diversificar as áreas de investimento", esclareceu. O responsável salientou ainda que existem no país empresas como a De la Rue (passaportes), a Astrazeneca (do ramo farmacêutico) e a Diageo (de cerveja), que pretendem expandir os seus negócios.

Angola constitui o terceiro mercado para a Grã-Bretanha na África subsariana, atrás da África do Sul e da Nigéria. Richard Wildash considerou a língua como um obstáculo para o aumento dos investimentos por parte das empresas britânicas. "Há problemas de língua, mas o papel da embaixada é apoiar as empresas no sentido de se ultrapassar barreiras do género", garantiu. As trocas comerciais entre a Grã-bretanha e Angola rondaram, em 2009, os 633 milhões de libras.