
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Investimento

Independência
O director do Magistério Primário, Vieira Dias, considerou a nacionalidade e a escolarização dos angolanos como os principais ganhos da Independência Nacional.
Vieira Dias falava à Angop sobre os ganhos da conquista da Independência Nacional, no rescaldo das comemorações dos 34 anos, que se assinalaram ontem. "Quem como eu nasceu no período colonial sabe o que era a repressão colonial, o que era não ter direitos", enfatizou.
Lembrou que em 1974 havia cerca de 200 mil alunos no sistema de ensino, enquanto actualmente existem seis milhões de alunos no sistema de ensino não universitário. Afirmou que outros ganhos têm a ver com as conquistas na gestão do país, bem como construção e criação de várias universidades.
Segundo disse, são notórios os esforços do Governo para transformar Angola num grande país, através dos processos de reconciliação e reconstrução nacional. "Se os primeiros anos de independência foram difíceis, os últimos sete anos mostraram uma outra forma de ver Angola, destacando-se empresas para empregar compatriotas, as vitórias no desporto e o prestígio no exterior", referiu. Para o professor Vieira Dias, Angola ainda é um país "virgem" que precisa de muita gente formada. Portanto, apelou para a contínua formação dos jovens porque a guerra trouxe também elementos desviantes.
Economia

O fortalecimento da economia e o combate à pobreza continuarão a ser dois grandes desafios de médio e longo prazos, com os quais Angola vai confrontar-se nos próximos tempos, afirmou, em Luanda, o responsável de Assuntos Económicos da Cnuced, Rolf Traeger.
O técnico da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Cnuced), que discursava no encerramento de um seminário sobre "Capacidades produtivas, crescimento económico e redução da pobreza nos PMA – O exemplo Angola", salientou que o país vai confrontar-se ainda com os dois principais desafios para tornar a economia mais resistente aos choques externos (como a crise financeira) e melhorar as condições de vida da população. Relativamente aos desafios de curto prazo, a Angop noticiou que o perito referiu que Angola está a enfrentar a crise financeira actual, cujos sinais de recuperação da economia mundial são agora visíveis, com a subida do preço do petróleo no mercado internacional.
Rolf Traeger propõe a criação de uma estratégia nacional de desenvolvimento coerente para assegurar o crescimento económico, superar os desafios de desenvolvimento e garantir que os benefícios financeiros sejam sentidos pela população. O alcance desses objectivos nacionais, na sua opinião, depende de um desenvolvimento das forças produtivas que atinja todos sectores de actividade económica e todas regiões do país.
O desenvolvimento das forças produtivas exige estratégias e políticas, de comércio exterior, agricultura, indústria, de investimento estrangeiro directo, de ciências, tecnologia e inovação, e de educação e formação de recursos humanos. O curso foi promovido pelo Ministério do Comércio e enquadrou-se no projecto "Trainfortrade Angola", financiado pela Comissão Europeia com apoio técnico da Cnuced.
Orientou o seminário, que contou com trinta e sete participantes, um perito em formação profissional da Cnuced, Nuno Fortunato.
Lacticínios

A “Lactiangol”, empresa de Lacticínios de Angola, pretende tornar-se numa parceira do sector agro-pecuário, contribuindo na segurança alimentar, dada a sua capacidade de interligar as unidades produtivas de leite com o mercado de consumo do produto, e participar na diversificação da economia.
Florestas
