
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Segurança

Cultura

Em declarações à Angop, Tony Frampénio, lembrou que o Governo e as instituições privadas devem dar o seu contributo na construção e na reabilitação de salas de exibição. O artista admite ser fundamental, pelo menos, uma sala de teatro em cada município da província de Luanda.
Tony Franpenio informou que a Liga de Amizade e Solidariedade para com os Povos (LAASP) e o auditório Njinga Mbandi são as únicas salas que oferecem condições no sentido de os grupos teatrais poderem exibir as suas peças. Contudo, são "insuficientes" para albergar os múltiplos grupos existentes na província de Luanda.
Os grupos teatrais devem dar o seu contributo na promoção do teatro, para incentivar as autoridades competentes e a sociedade civil, para que se criem mais salas de actuação.
Integrado por 25 pessoas, das quais 15 mulheres e 10 homens com idades compreendidas entre os 18 aos 38 anos, o Enigma Teatro foi fundado a 10 de Setembro de 1987. Já exibiu várias peças teatrais como “Saba Tchuca” e “Luanda para Luandão” , classificado na segunda posição no festival teatral de Luanda 2008.
Desporto
O embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, revelou hoje, em Luanda, que a realização do CAN’2010 constitui uma etapa no processo de desenvolvimento do desporto angolano.
Em declarações à Angop, o diplomata referiu que a importância deste evento não se deve apenas ao facto de poder reunir o mundo futebolístico, mas também porque irá trazer benefícios para Angola noutros sectores. Afonso Cardoso defende que se o país tem muitos êxitos no basquetebol e andebol, seguramente também terá no futebol e nos campos político, económico e social.
Referiu igualmente que do mesmo jeito que Angola está a fazer esforços para organizar o CAN, o Brasil está a esforçar-se para realizar a Copa do Mundo de 2014, um evento em que augura a presença dos angolanos. "Compreendemos perfeitamente o empenho de Angola em organizar o Campeonato Africano das Nações. Estamos a acompanhar com muito interesse e entusiasmo a entrega do país na preparação do evento", proferiu.
Para a realização do CAN, estão a ser construídos quatro estádios e unidades hoteleiras em Luanda, Cabinda, Benguela e Huíla, províncias que vão acolher, de 10 a 31 de Janeiro, a competição.

Telecomunicações

Obras
PR inaugura ponte sobre o Rio Catumbela

O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, inaugurou hoje a nova ponte sobre o Rio Catumbela, construída pelo consórcio Soares da Costa/Mota-Engil, que vai ligar as cidades do Lobito e Benguela.
José Eduardo dos Santos deslocou-se a Benguela para inaugurar a nova infra-estrutura, que teve um custo de 27 milhões de euros. No entanto, remeteu-se ao silêncio.
A inauguração da ponte, baptizada 4 de Abril, alusiva à data da assinatura dos acordos de paz de 2002, após o fim da guerra em Angola, decorreu na presença de milhares de pessoas.
O director-geral do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) informou que a ponte 4 de Abril tem um comprimento de 438 metros, englobando dois viadutos de acesso e a plataforma sobre o rio, com 170 metros, contando ainda com duas faixas de rodagem em cada direcção e um passadiço para peões.
Joaquim Sebastião considerou a obra como "de grande importância na rede fundamental de estradas do país" porque permite a ligação sem entraves entre várias províncias do país, como sejam Luanda, Benguela, Huambo e ainda as do sul, como Huila e Namibe.
A conclusão da empreitada, que se realiza sobre o rio Catumbela era há vários anos esperada e vai facilitar o tráfego rodoviário entre Benguela e Lobito e tinha a sua inauguração prevista para 1 de Julho, altura em que ficou concluída.
A construção da ponte teve início em Maio de 2007, envolvendo uma mão-de-obra de 400 trabalhadores entre angolanos e estrangeiros.
Em declarações aos jornalistas, Rita Monteiro, do Instituto de Soldadura e Qualidade de Portugal, entidade fiscalizadora da obra, considerou que foram cumpridas todas as etapas de construção previstas com a qualidade exigida.
Para testar a segurança da ponte, a empresa procedeu à colocação de 18 camiões, com 30 toneladas cada um, em cima da estrutura.
Para Luís Parreirão, administrador da construtora Mota/Engil, a conclusão da ponte constitui um "marco histórico" para as duas empresas portuguesas. "É um grande orgulho para todos nós", constatou.