sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
País
Desporto
O ex-internacional angolano Jorge Fernando Cabral Lopes "Jorginho" defendeu hoje a necessidade de uma maior celeridade por parte da Federação Angolana de Futebol (FAF) na contratação do novo seleccionador nacional, tendo em conta as eliminatórias para o CAN2012.
Em declarações hoje à Angop, o antigo médio central dos Palancas Negras afirmou ser urgente a contratação do novo técnico para que seja possível dar continuidade ao trabalho que estava a ser desenvolvido pelo seleccionador anterior, Manuel José. "Se assim acontecer colheremos mais cedo os resultados e até ao início da fase de disputa de eliminatórias teremos um grupo coeso e competitivo", alegou.
Sem ter preferências quanto ao nome ou à nacionalidade do futuro treinador, Jorginho frisou que o mais importante é que o mesmo reúna os requisitos exigidos pela FAF e que, acima de tudo, se identifique com o país, fale português e tenha competência para levar a selecção à próxima Taça de África das Nações. Relativamente ao grupo em que Angola está inserida na fase de qualificação para o CAN2012 (grupo J ao lado de Uganda, Quénia e Guiné-Bissau), considerou acessível e admitiu que os Palancas negras têm grandes hipóteses de terminar na liderança do grupo.
Saúde

Economia
Mais de 300 mil novos empregos em 2009
O governo angolano criou em 2009 mais de 300 mil postos de trabalho. O destaque vai para o sector da agricultura, onde surgiram metade das oportunidades de emprego.
Pitra Neto, ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, citado pela Angop, quando falava na abertura do Conselho Consultivo Alargado deste ministério na Escola Nacional de Administração (ENAD), explicou que, para além da agricultura, as obras públicas, o comércio, o turismo e os transportes foram os sectores que mais empregos geraram. O ministro apontou a coordenação entre os diferentes ministérios como sendo a razão para o elevado número de posto de trabalho criados em 2009. "Foi graças a um método de coordenação efectiva e periódica entre os principais departamentos ministeriais concernentes ao sector primário, secundário e terciário da economia angolana, que tornou possível, pela primeira vez, um retrato sobre os dados relativos à geração de emprego em 2009", apontou.
Negócios
Sonangol admite entrada direta no capital da Galp
O presidente da petrolífera angolana, Sonangol, admitiu ontem que tem interesse em entrar de forma direta no capital da Galp. Contudo, afastou a possibilidade de ocupar o lugar da italiana ENI, que detém 33 por cento da empresa. Manuel Vicente explicou, em Luanda, que não afasta uma entrada directa da Sonangol no capital da Galp, onde actualmente está através da Amorim Energia. O afastamento da eventual aquisição da participação da ENI é justificado por acreditar que "isso não seria bem visto em Portugal". "A Galp é um assunto delicado. Uma entrada direta da Sonangol na Galp é uma possibilidade. Se o governo de Angola e de Portugal assim o anuir, é uma possibilidade que encaramos muito vivamente", sublinhou Manuel Vicente, em declarações à agência portuguesa Lusa.
Sobre um eventual interesse da brasileira Petrobras na Galp, Vicente não encara essa probabilidade como ameaça. A imprensa portuguesa referiu recentemente que Petrobras e a Eni estavam a negociar a fatia de 33,34 por cento da Galp detida pelos italianos, negócio que Lisboa e Brasília defendem. "Do ponto de vista pessoal e profissional vejo a entrada da Petrobras como uma boa mais-valia para a Galp. Estamos a acompanhar esse processo, somos parte integrante dele e vamos participar da decisão", constatou. "Uma coisa é certa, ficar com os 33 por cento que a ENI tem neste momento não creio ser possível. Não é um problema económico, mas sim de conjuntura, tem outros ingredientes. Agora, estamos prontos a fazer parte de uma solução que seja a contento de todos e que não traga perturbações ao desempenho da empresa", acrescentou.