
O novo ministro do Interior, Sebastião Martins, considerou ontem, quinta-feira, em Luanda, imperioso reforçar o sentimento de segurança dos cidadãos, enfrentando e reprimindo com eficácia o crime.
A Universidade Lusíada de Angola (ULA) e a Fundação Nelson Mandela poderão, durante este mês, assinar acordos de cooperação nos domínios da investigação científica, cultura e apoio humanitário.
Segundo o porta-voz da Universidade Lusíada, Paulo Teka, em declarações hoje à Angop, os acordos serão rubricados no âmbito da visita de estudo que o departamento de Relações Internacionais desta instituição do ensino superior efectuará a Cape Town, (África do Sul), de 15 a 18 de Outubro. De acordo com o responsável, o encontro entre o administrador da Universidade Lusíada de Angola, Rui Mingas, e o líder histórico sul-africano, Nelson Mandela, no passado mês de Agosto, na África do Sul, “abriu caminho” para assinatura dos acordos.
Trinta e sete estudantes e treze membros ligados à direcção da ULA vão integrar a visita de estudo que pretende, entre outros assuntos, manter encontros com membros do Congresso Nacional Africano (ANC), com pessoas cujas vidas foram influenciadas pelo Apartheid, assim como uma visita à Robben Island, local onde Nelson Mandela esteve preso durante 27 anos. Segundo Paulo Teka, a Fundação Nelson Mandela vai apoiar a visita de estudo destes estudantes, que, segundo o mesmo, vão pôr em prática o que ao longo dos anos de estudo vêm apreendendo.
A mesma fonte acrescenta que a ida à África do Sul é a primeira de vários contactos que o Departamento de Relações Internacionais da ULA pretende efectuar a sede de organizações regionais e mundiais.
As empresas públicas tuteladas pelo Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas deverão melhorar a sua eficiência na prestação de serviço, para o cumprimento dos objectivos para os quais foram criadas. A recomendação foi expressa pelo ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, na cerimónia de abertura do Conselho Consultivo do sector que decorre na província até hoje, sexta-feira.
O ministro disse à Angop que está em curso um diagnóstico nas principais empresas, visando avaliar a sua situação actual e reorientar a sua cultura de gestão. “O êxito do nosso trabalho depende, em grande medida, do empenho de cada um e de todos. Temos consciência das dificuldades, quer de ordem técnica, quer financeira. O importante é, com os meios disponíveis, fazermos algo de positivo que contribua para a realização da missão que nos foi confiada”, salientou.
Pedro Canga informou que em 2009 o sector agro-pecuário teve um crescimento de 29 por cento, estando entre os sectores que mais cresceram no país. Referiu ser também encorajador notar, igualmente, que a área das Pescas conheceu um crescimento positivo no primeiro semestre deste ano, depois de ter registado resultados negativos em 2009. Salientou que um dos desafios consiste em trabalhar para manter o ritmo de crescimento positivo e satisfatório em 2011, com a redução significativa do défice de alguns produtos, aumento da sua oferta e a substituição das importações dos mesmos.
Para alcançar essas metas, o ministro considera importante mobilizar os produtores, comerciantes e indústrias de bens e serviços.
Reconheceu ser fundamental o reforço do apoio técnico e financeiro aos produtores, através de mecanismos apropriados, por isso são dignos de reconhecimento público, o programa de concessão de crédito de campanha aos pequenos e médios produtores, através de bancos comerciais.Destacou também o empenho dos armadores de pesca que, não obstante as dificuldades, conseguem manter a actividade, respeitando as medidas de gestão impostas, apesar de muitos desses operadores beneficiarem de apoios do estado para a aquisição de embarcações e de outros meios.