
A Polícia Nacional no Moxico recolheu, no último mês, onze armas de fogo do tipo AKM, um obus de morteiro de 60 milímetros, igual número de granadas de mão e carregadores, que se encontravam em posse ilegal da população.
OPEP debate cumprimento dos limites à produção
Os países exportadores de petróleo deverão discutir o problema do cumprimento dos limites produtivos, na cimeira que começa hoje em Viena. Os ministros do Petróleo revelam estar satisfeitos com os preços, o que sugere que não vão reduzir a produção.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) é actualmente presidida pelo ministro angolano do Petróleo, José Botelho de Vasconcelos. "Está tudo em boa forma", confirmou o ministro saudita do Petróleo, Ali Naimi, que representa o maior produtor de crude da Organização. Actualmente, o preço da matéria-prima "é bom para toda a gente: consumidores e produtores", disse ainda Ali Naimi em Viena.
O custo do barril de petróleo está próximo dos 70 dólares, o que representa cerca do dobro do preço praticado no início do ano. Além disso, também a crise económica global afectou a procura mundial deste recurso, privando os países exportadores de petróleo da sua fonte principal de receitas.
O cumprimento das quotas de produção, que tinha estado no centro dos esforços da Organização desde que foi anunciado, em Dezembro, um corte à produção de 4,2 milhões de barris diários em relação aos níveis de Setembro de 2008, representando uma queda de cerca de 70 por cento, segundo os analistas, deverá ser o tema principal da cimeira de Viena. O grupo dos 12 países que integram a OPEP tem tido dificuldades na cooperação com a Rússia, o maior produtor de petróleo fora da Organização. O problema do dinheiro é outra das questões, uma vez que os membros da OPEP estão ávidos de uma receita maior que poderiam ter caso se praticasse um preço mais elevado, apesar de continuarem receosos de que a economia global ainda não tenha condições para suportar uma alta de preços.
A nível político, também se colocam alguns desafios. O analista John Hall, da sociedade britânica com o mesmo nome, considerou que, com os esforços do presidente Barack Obama para acelerar o processo de paz com o Médio Oriente, a Arábia Saudita "não deverá querer irritar os norte-americanos", aparecendo com uma nova ronda de cortes à produção.
Durante este ano, a OPEP, que detém cerca de 35 por cento da quota mundial de crude, manteve a produção inalterada, apesar de os preços continuarem a subir.
O maior problema para a OPEP é, no entanto, a credibilidade, uma vez que, no passado, o grupo anunciou cortes que depois ignorou. Isto podia não ser tão problemático quando a procura era sólida, mas a recessão global serviu também para que a Organização não tome por garantidos alguns compradores, pelo menos, no curto prazo.
A OPEP "não pode dizer que vai cortar a produção porque ninguém vai acreditar", considerou o analista Hall, acrescentando que "a credibilidade importa", um apelo que considera que deve partir do ministro angolano do Petróleo, José Botelho de Vasconcelos, actual presidente da Organização, acrescentando, no entanto, que o ministro angolano "não quer impor estes cortes no seu próprio país".
Angola é um dos vários membros da OPEP que não aderiu às quotas de produção, que foram fixadas abaixo dos 25 milhões de barris diários para o grupo no seu conjunto.
A OPEP está a produzir cerca de um milhão de barris diários acima do estabelecido, o que significa que qualquer corte significativo à produção teria pouca influência prática.
Itália deseja reforçar trocas comerciais
O vice-ministro do Comércio Externo de Itália, Adolfo Urso, manifestou no final de uma audiência concedida pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, vontade de reforçar as trocas comerciais entre os dois países.
Adolfo Urso está em Luanda com uma missão empresarial e governamental italiana, que visa o reforço das trocas comerciais e empresariais entre os dois Estados. "A demonstração disso é a participação nesta missão de 60 empresários italianos", referiu.
Segundo o governante italiano, que participou no fórum empresarial Angola/ Itália, o Chefe de Estado angolano indicou as linhas a serem seguidas para o fortalecimento da cooperação entre os dois países, com realce para os sectores da agricultura, agro-alimentar, pescas e construção de infra-estruturas.
Adolfo Urso salientou que se trata de "sectores nos quais a Itália tem empresas líderes na Europa e no mundo, empresas com 'know-how' que poderá ser dado para o desenvolvimento económico de Angola". O vice-ministro do Comércio Externo italiano foi também recebido em audiência pelo ministro da Agricultura angolano, Afonso Pedro Canga, com quem analisou a intensificação das relações de Angola com organismos internacionais, particularmente a Agência da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), com sede em Roma, capital de Itália.
No encontro foram ainda analisadas as condições para a aplicação de um fundo, já disponibilizado pelo Governo italiano para a aquisição de máquinas. Por sua vez, o ministro da Agricultura angolano focou as potencialidades de Itália no domínio da agricultura, frisando que na reunião foram traçadas novas acções no domínio da formação, investigação, cooperação empresarial e apoio à agricultura, tendo por base a aquisição de equipamentos agrícolas a partir de Itália.
"Esperamos que os empresários italianos possam investir em Angola e trazer a sua experiência, no âmbito da cooperação institucional e que os nossos quadros possam aproveitar as facilidades de educação, ensino, formação e de investigação das instituições italianas", esclareceu o governante angolano.
Obtenção de vistos em Portugal está a ser resolvida
O embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, afirmou hoje no Porto que o problema na concessão de vistos está a ser tratado. "Estamos melhores do que no passado. Foram introduzidas novas soluções tecnológicas que permitem agora atender mais gente em menos tempo e dar mais satisfação às pessoas", explicou.
Face ao crescente interesse dos portugueses por Angola e para fazer face aos "problemas que persistem", José Marcos Barrica acrescentou que está a ser feito um esforço no sentido de "aperfeiçoar aspectos inerentes ao sistema informático", referindo também o aumento dos postos de atendimento nos consulados.
Segundo dados da Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, residiam em Angola, em 2006, 45 mil portugueses e, no final de 2008, esse número subiu para aos 55 mil. No último ano, o número de vistos pedidos no consulado de Portugal em Luanda foi cerca de 33 mil, com um decréscimo de cinco por cento em relação a 2007, com origem no facto de a nova legislação permitir aos possuidores de dupla nacionalidade terem passado a poder viajar sem pedido de visto.
Não existem números concretos em relação aos vistos efectivamente emitidos, mas a média de recusas é de seis por cento.
Novo edificio do consulado no Porto fica concluído em Outubro de 2010