Lusovini já está em Angola e quer avançar para outros mercados

A nova distribuidora Lusovini constituiu recentemente uma empresa em Angola e pretende avançar para os mercados europeu, americano e asiático, para que, a partir de 2011, o mercado externo possa valer "tanto ou mais" do que o interno. Em funcionamento há dois meses, ainda que com vendas só desde meados de Outubro, a Lusovini iniciou a estratégia de internacionalização em Angola, um mercado que já estava estudado pelos seus fundadores.
"Já constituímos uma empresa e vamos ter uma distribuição para o mercado de Angola um pouco diferente do que está a ser feito pelos vinhos portugueses. Toda a gente está a fazer só a venda e muito pouca gente a construir a marca ou o mercado", afirmou à agência portuguesa Lusa o presidente da Lusovini, Casimiro Gomes.
Na sua opinião, há o risco de acontecer o mesmo que no Brasil, ou seja, "que daqui a uns anos haja em Angola acordos com África do Sul, os vinhos entram sem impostos e depois os vinhos portugueses não ficam competitivos". "A nossa estratégia é criar ao longo dos próximos cinco, seis, sete anos uma rede de distribuição local que, também pedagogicamente, ensine a fazer a diferenciação dos vinhos portugueses dos outros que já tem hoje", como chilenos, australianos e sul-africanos, explicou.
O mercado europeu não será desprezado pela Lusovini, porque, como explicou Casimiro Gomes, "é a zona económica onde se consome mais" e deve ser potenciada. "Para nós, a Alemanha, a Inglaterra e alguns países da Europa de Leste, como é o caso da Polónia, são oportunidades", avançou, revelando que se seguem os Estados Unidos, "uma zona económica com grande potencial e aptidão para os vinhos" e, depois, a Ásia.
Casimiro Gomes justificou esta aposta com o facto de, apesar de na Ásia a percentagem de consumidores ser muito baixa, existir "um grande poder aquisitivo", explicando que o projecto inclui a Índia, a China, o Japão e a Coreia.
A primeira encomenda da Lusovini foi precisamente feita por um cliente internacional. Foi "pequena, mas muito estimulante", porque, segundo Casimiro Gomes, um dos compromissos da empresa com o produtor é de que "as marcas são exclusivas para o Mundo inteiro".
O plano de negócios para o mercado externo ainda não está fechado, dependendo da evolução da constituição das empresas, mas o empresário acredita que, "em 2011, o mercado externo pode valer tanto ou mais do que o mercado interno".