quarta-feira, 21 de julho de 2010
Diplomacia
CPLP

O secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Tomaz Salomão, acredita que a presidência de Angola na CPLP vai ter um efeito multiplicador na região austral e a nível da lusofonia.
Banca
O Banco de Fomento Angola (BFA) vai inaugurar, até o final deste ano, mais sete agências bancárias em algumas capitais províncias e municípios do país. A informação foi adiantada pelo presidente da comissão executiva da instituição bancária, Emídio Pinheiro, durante a abertura da 27ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA).
Emídio Pinheiro, sem adiantar os nomes das províncias, referiu que o banco está a procurar crescer com Angola para o desenvolvimento económico e social do país.
Segundo o presidente, o BFA está a participar na FILDA, de forma a colaborar com o empresariado nacional e internacional, acrescentando que o banco está ao lado dos empresários, das empresas e de Angola, reafirmando a sua colaboração e apoio aos seus investimentos e contribuindo no processo de expansão e crescimento do país e da banca.
Referindo-se à visita do chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva à Angola, Emídio Pinheiro disse que a mesma é importante para o estreitamento das relações sociais, políticas, económicas dos dois países. “É visível que as relações saem mais fortalecidas, atendendo as declarações do Presidente José Eduardo dos Santos e do estadista português” frisou.
Filda 2010
A indústria é o sector que vai transformar a economia de Angola por ser dos ramos que cria maior número de empregos e mais bem remunerados. O ministro da geologia e Minas e da Indústria, Joaquim David, esclareceu a sua posição no final da visita do presidente de português, Aníbal Cavaco Silva, ao salão de exposição do seu país, local onde se comemorou o dia dedicado a Portugal na FILDA 2010.
“Esperamos que a FILDA2010 seja uma amostragem do que está a acontecer na economia angolana”, defendeu na ocasião, a respeito da 27ª edição da Feira.
Por outro lado, referiu que a visita de Cavaco Silva à Feira veio aumentar o entusiasmo e a vontade dos portugueses investirem e participarem no desenvolvimento económico de Angola. O ministro disse que as empresas portuguesas devem investir e participar no bem-estar social das populações angolanas.
Portugal está representado, no pavilhão 6 da FILDA, por 107 empresas de vários ramos de actividade económica – o maior número de expositores do evento. O certame é uma feira de negócios que junta anualmente, desde 1983, empreendedores nacionais e estrangeiros para expor produtos e serviços, assim como estabelecer contactos para negócios.
A feira está a ser organizada pela FIL- empresa de capitais públicos, constituída em 2007, com a finalidade de promover as potencialidades do mercado angolano, por forma a angariar investimentos directos.
Saúde

quinta-feira, 15 de julho de 2010
Lusofonia
A Amnistia Internacional mostrou publicamente a sua preocupação com a adesão enquanto membro de pleno direito da Guiné Equatorial à CPLP, em relação às questões de direitos humanos, democracia e justiça social.
Esta candidatura será avaliada na oitava cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realiza na próxima semana na capital angolana, Luanda.
A CPLP conta actualmente com três membros associados, a Guiné Equatorial que tem o castelhano e o francês como línguas oficiais, o Senegal onde se fala francês e as Ilhas Maurícias, onde a língua oficial é o inglês.
As preocupações da AI estão contidas numa carta endereçada esta terça-feira, ao Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, e a todas as Embaixadas dos países membros. Na carta, a Amnistia Internacional apela para que a integração da Guiné Equatorial apenas seja aceite, caso os governantes daquele país da África Ocidental observem certas condições.
AI aponta como principais preocupações "as detenções arbitrárias e julgamentos Injustos; desaparecimentos de opositores ao Governo; tortura e outros maus tratos perpetrados pelas forças policiais; e a retenção da Pena de Morte, contrariando as recomendações das Nações Unidas.
Política
Segurança
O vice-ministro do Interior, José Bamóquina Zau, anunciou ontem, quarta-feira na cidade do Kuito, província do Bié, a construção de mais esquadras policiais na região, com a finalidade de garantir a segurança nas comunidades bem como combater o índice de criminalidade.
O responsável anunciou a decisão à imprensa local, no final da visita de constatação que efectuou a delegação provincial do Ministério do Interior (Minint).O dirigente explicou que, o sector que representa tem em carteira a construção de novas esquadras policiais, formação do pessoal, equipamento das instituições, entre outras actividades.
José Bamóquina Zau quer diminuir o índice de criminalidade e outras calamidades que têm assolado a população nos últimos anos. Neste momento, as estruturas centrais estão a criar condições para que dentro de pouco tempo, se concretize os projectos elaborados em benefício da corporação.
No Kuito, o vice-ministro manteve um encontro com o governador do Bié, Álvaro de Boavida Neto, e com os membros do conselho consultivo alargado da delegação provincial do Ministério do Interior. Visitou igualmente as instalações do Serviço de Migração Estrangeiros (SME), o comando local dos Serviços de Bombeiros e Protecção Civil, o estabelecimento da comarca do Bié e o futuro condomínio do Ministério do Interior.
Hoje, quinta-feira, José Bamóquina Zau, desloca-se a comuna da Chicala a 62 quilómetros a sul do Kuito, onde vai constatar a real situação da cadeia do Kapolo e da vida socio-económica dos presidiários.
Economia
Por outro lado, as previsões internacionais e nacionais apontam para uma aceleração da actividade económica. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 6,7 por cento para este ano e de 8,3 por cento para 2011.
Vistos
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Diplomacia
No aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, o Estadista saharaui recebeu cumprimentos de boas vindas do ministro angolano da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua.
Posteriormente, segundo o programa divulgado pela Angop, Mohamed Abdelaziz vai deslocar-se ao Largo da Independência, onde deverá depositar uma coroa de flores no monumento do primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, rumando depois ao Palácio Presidencial, à cidade alta, onde será recebido pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.
De acordo com uma nota de imprensa da Secretária para Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa da Presidência da República, a visita inclui -se no âmbito das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países.
Recorde-se que o Sahara Ocidental é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, onde faz fronteira com a região autónoma espanhola das Canárias. Com apoio da República de Angola, a República Árabe Saharaui foi admitida em 1982 na Organização de Unidade Africana (OUA).
Justiça
O director provincial da Assistência e Reinserção Social do Kwanza Sul, Manuel Macedo, informou, hoje, que se encontra em fase de estudo a construção de um Centro de Reeducação e Julgado de Menores para tratamento de casos de crianças em conflito com a lei. O projecto, segundo noticia a Angop, deverá ser lançado em breve.
De acordo com o responsável, em entrevista à agência de notícias, o plano é de âmbito central e contempla a criação de um estabelecimento que vai funcionar em regime de semi-internamento, onde as crianças em causa, após serem julgadas pelo Tribunal com juízes e procuradores especializados, serão acompanhadas por profissionais que têm a tarefa de reeducá-las e reinserir os menores na sociedade.
“O julgado de menores vai tratar do julgamento destes casos de crianças que várias situações colidirem com a lei. Haverão, portanto, aqueles em que elas terão de ser reeducadas neste estabelecimento, onde permanecerão um período, para serem posteriormente reencaminhadas às famílias”, esclareceu.Segundo Manuel Macedo, a crise financeira do ano transacto e a ausência de um espaço adequado para a sua construção inviabilizaram o arranque até ao momento do projecto, situação que se encontra ultrapassada.
Entretanto, foi criada na província uma comissão tutelar de julgado de menores, um órgão não jurisdicional, que trabalha há três anos em colaboração com o Tribunal Provincial e a Procuradoria da República, no seguimento de casos relacionados com menores. Integram a comissão, quadros do Instituto Nacional da Criança e do Ministério da Assistência e Reinserção Social.
Cultura

A fadista portuguesa Mariza e o mestre do Semba Paulo Flores serão os protagonistas do concerto de recepção ao Presidente da República português, Cavaco Silva, que chega domingo a Angola para visita oficial. Os artistas actuam no estádio dos Coqueiros, em Luanda e vão apresentar-se em duetos. O grupo de humoristas Tuneza também participará. Em palco estará ainda o angolano Big Nelo e os lusos NuSoulFamily. O evento é promovido pela embaixada de Portugal em Angola. Francisco Ribeiro Telles, embaixador, referiu que o certame tem como finalidade "mostrar a união entre os dois países", pelo que espera que represente o "momento alto das relações" de Luanda e Lisboa. Os 15 mil bilhetes já estão disponíveis e a verba reverte na sua totalidade para o Hospital Pediátrico de Luanda, cujo cheque será entregue à direcção por Maria Cavaco Silva, que tem visita agendada à referida unidade para dia 20. O concerto conta com o apoio da Unitel e do Banco de Fomento de Angola, estando envolvidas na organização a Sagres e a Galp Energia.
Vistos
Portugueses sem documentos desde Janeiro
Mais de 60 funcionários de empresas de construção civil portuguesas, alguns com família em Luanda, estão a trabalhar sem visto e sem passaporte.
A situação remonta a Janeiro, altura em que as empresas tentam a renovação dos vistos dos trabalhadores através dos Serviço de Migração e Estrangeiros de Angola. Depois de os pedidos terem sido entregues e as taxas pagas, os documentos simplesmente desapareceram.
As autoridades angolanas desculpam-se com as mudanças de instalações. Já os lusos queixam-se de estarem com a documentação retida e temem ser abordados pelos inspectores do Departamento de Emigração e Fronteiras de Angola.
Sem documentos, o grupo de funcionários portugueses – que reúne operários e quadros superiores - tem recorrido à polícia, argumentando a perda do passaporte. Por sua vez, a polícia emitiu entretanto um salvo-conduto, que só serve para alguns dias e para algumas ocasiões, sendo que os requerentes ficam impedidos de viajar.
Há quem opte por viver nos próprios locais de trabalho, evitando assim as abordagens das autoridades e outros pagam para não serem incomodados.
Alguns já acabaram os contratos com as empresas portuguesas e querem regressar a casa, mas não têm passaporte.
O problema do vistos há muito que domina o relacionamento entre Portugal e Angola. Há mais de 60 mil portugueses em território angolano e quase todos eles passaram por dificuldades na obtenção ou renovação dos vistos.
A questão deverá ser novamente abordada durante a visita de Cavaco Silva a Angola, agendada para a próxima semana.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Lusofonia
Portugal desinvestiu mais do que investiu
O investimento português em Angola é hoje mais diversificado e cresceu até 2009, quando foi travado pela crise. Mas, nos últimos três anos, Portugal desinvestiu mais do que investiu no pais de África que mais investimento estrangeiro recebe.
Os dados oficiais do Banco de Portugal mostram que Portugal e Angola são parceiros cada vez mais importantes um para o outro nas relações económicas, acompanhando as tendências registadas na área do comércio, com os investimentos de lado a lado a aumentarem.
Angola foi o terceiro país estrangeiro onde Portugal mais investiu em 2008 -- cerca de 775,1 milhões de euros -- e manteve essa posição em 2009, apesar de o investimento ter sido menos, atingindo os 557,43 milhões de euros.
Por outro lado, nos últimos anos, tem havido um desinvestimento crescente de Portugal, que fez com que em 2007, 2008 e 2009 o investimento líquido tenha sido negativo, o que poderá ser explicado pela venda, a empresas de capital angolano, de participações significativas, sobretudo em bancos detidos por grupos portugueses e menos lucros reinvestidos.
Os sectores em que o investimento português em Angola é aplicado mostra também uma inversão, com a construção a absorver mais de metade do total (51 por cento em 2008 e 55,5 por cento em 2009), seguido do comércio por grosso e a retalho, quando antes eram as actividades financeiras que absorviam o grosso do fluxo desse investimento (32,6 por cento em 2005 e 55,9 por cento em 2006).
Enquanto emissor de investimento para Portugal, embora o peso no IDE total seja ainda reduzido, ocupando Angola em 2009 o 15º. lugar e representando apenas 0,36 por cento, os dados do Banco de Portugal mostram um enorme crescimento, tendo mais do que quadruplicado de 2007 para 2008, passando de 15 milhões de euros para 49,82 milhões de euros investidos, e mais do que duplicado este valor em 2009, para 113,94 milhões de euros.
Esta evolução é visível também nas relações económicas com o resto do mundo, segundo dados do World Investment Report publicado pelas Nações Unidas, Angola é mais importante a nível mundial enquanto receptor de IDE do que enquanto emissor, mas sobe cada vez mais no ranking de investidor.
Em 2009 Angola recebeu cerca de 6,9 mil milhões de dólares (cerca de 5,46 mil milhões de euros), uma queda em ano de crise mundial para menos de metade de 2008, mas ainda assim vem ocupando desde 2004 entre o 25º. o 38º. lugar como receptor a nível mundial e o maior em África, enquanto como emissor ou investidor no estrangeiro, passou da posição 75, em 2004, para 41 em 2008.
Turismo

Receitas geradas por turistas angolanos em Portugal duplicaram
As receitas geradas por visitas de turistas angolanos a Portugal mais do duplicaram de 2008 para 2009, atingindo mais de 203,3 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal
No "ranking" dos mercados emissores de turistas, Angola ocupava normalmente a 14ª. ou 15ª. posição, mas subiu para a 7ª. em 2009.
Estes valores referem-se apenas aos registados na hotelaria global, deixando de fora outras formas de alojamento, e a posição é enquanto mercado emissor de turistas num conjunto de 55 mercados.
A evolução é ainda mais significativa nos valores percentuais em relação ao total de estrangeiros.
Se em 2005, os turistas angolanos representavam uma quota de 1,26 por cento do total de estrangeiros, os dados do Banco de Portugal mostram que em 2009 representavam uma quota de 2,94 por cento e nos três primeiros meses de 2010 subiram para 3,37 por cento.
Economia
Economia na primeira linha de conversações entre Cavaco Silva e Eduardo dos Santos
A visita de José Eduardo dos Santos a Portugal, em Março de 2009, ficou marcada pelo reforço das relações económicas e comerciais entre os dois países.
A partir de dia 18, é o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que retribui a visita, com uma deslocação de uma semana; à frente de uma delegação cerca de uma centena de empresários.
No plano comercial, Angola continua a ser o primeiro parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia e o quarto destino das exportações portuguesas a nível mundial.
Entre as expectativas resultantes da visita de José Eduardo dos Santos há um ano a Portugal, o destaque vai para a constituição de um banco de investimentos resultante da parceria entre a Caixa Geral de Depósitos e a empresa de combustíveis angolana Sonangol, com o capital social de mil milhões de dólares (cerca de 800 milhões de euros).
O objectivo é impulsionar o investimento português em Angola, apoiando o desenvolvimento de projectos de infraestruturas, bem como de indústrias e empreendimentos agrícolas.
Outro destaque vai para o reforço de instrumentos financeiros que sustentem a expansão das exportações portuguesas, ou seja, a criação de linhas de crédito.
Foram duas: uma de cobertura de riscos de crédito à exportação de Portugal para Angola, que duplicou para mil milhões de euros, e uma segunda, de 500 milhões de euros.
Em 2006, existia uma única linha de crédito, no valor de 100 milhões de euros.
Aquando da visita de José Eduardo dos Santos foi ainda assinado um memorando no sector da Educação.
Este acordo prevê o envio de 200 professores portugueses para as províncias angolanas do Cuanza Sul, Benguela, Namibe, Moxico e Cunene.
Trata-se de levar à prática o anúncio feito durante a visita de trabalho que o primeiro ministro José Sócrates efectuou em Julho de 2008 a Angola.
Denominado "Saber Mais", este é o primeiro projecto da cooperação portuguesa em Angola em que os custos são suportados a meias pelos dois estados, e assenta no envio de professores portugueses para formar docentes angolanos para o ensino secundário.
A importância deste projecto radica ainda no facto de se tratar da primeira medida do Fundo para a Língua Portuguesa, em que Angola paga 47 por cento dos 10 milhões de euros que envolve a sua execução, bem como a mesma proporção dos 2500 euros pagos mensalmente a cada docente português.
Dificuldades logísticas do lado angolano, que se comprometeu a assegurar alojamento, resultaram em que apenas 20 professores portugueses se encontrem actualmente em Angola, distribuídos pelas províncias de Benguela (oito) e Namibe (12).
Manuel Correia, presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), disse à Lusa que durante a visita de Cavaco Silva poderá ser anunciada a partida de mais professores portugueses, reforçando o grupo enviado para Benguela, agora com instalação no Lobito, e anda para a província da Huíla.
Diplomacia

Cavaco Silva inicia visita de uma semana
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, inicia no dia 18 uma visita de estado de sete dias a Angola, integrando na comitiva uma delegação de cerca de 100 empresários.
Trata-se da primeira deslocação de Cavaco Silva, enquanto Presidente da República, a Angola, em resposta à que o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, efectuou em Março de 2009 a Portugal.
Também neste caso se tratou da primeira deslocação com carácter de visita de estado de José Eduardo dos Santos a Portugal, desde que o governante angolano ascendeu ao poder em 1979.
A visita de Cavaco Silva a Angola traduz o bom momento que as relações luso-angolanas atravessam, consubstanciada na consolidação das ligações comerciais, em que Angola é actualmente o primeiro parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia e o quarto destino das exportações portuguesas ao nível mundial.
Ao longo dos sete dias de estada em Angola, Cavaco Silva participa em dois momentos emblemáticos no domínio empresarial e diplomático.
No primeiro caso, é a inauguração, no dia 20, da Feira Internacional de Luanda (FILDA), o maior evento comercial com dimensão internacional em Angola.
E, no segundo caso, a transferência da presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no dia 23, que nos próximos dois anos será exercida por Angola.
Comércio
Portugal exporta mais do que compra a Luanda
Portugal é o principal fornecedor de mercadorias a Angola e diferencia-se do resto do mundo nas relações comerciais com este país africano pelo forte excedente comercial, mesmo depois de em 2005 ter começado a comprar-lhe petróleo.
O excedente comercial, ou saldo entre importações e exportações, foi favorável a Portugal em 2,1 mil milhões de euros em 2009, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), um montante que representa um aumento de 13 por cento face ao saldo conseguido em 2008, e resulta da diferença entre os 2,25 mil milhões de euros em mercadorias exportadas e os 151,1 milhões de euros do valor de produtos importados.
O forte dinamismo manteve-se nos primeiros três meses deste ano e, embora as exportações tenham sido menos, em valor, o saldo foi positivo em 234,7 milhões de euros para Portugal.
O processo de reconstrução da economia angolana, que implica fortes importações de bens de equipamento e outros materiais, explica, segundo análise da estrutura das exportações portuguesas feita pelo AICEP - Portugal Global, a diminuição do peso relativo dos produtos alimentares e químicos no total e que os produtos mais exportados continuem a ser as máquinas e aparelhos, notando-se um dos maiores aumentos nos veículos e materiais de transporte.
Os dados oficiais mostram também que aumentam as exportações com grau médio-alto de intensidade tecnológica, ou seja produtos industriais transformados, que, em 2009, representaram 39,5 por cento do total (30,9 por cento em 2005).
Como cliente de Angola, Portugal ocupa o 12º. lugar do ranking mundial e o 5º. no contexto da União Europeia, sendo a China e os EUA (estes ultrapassados pelos chineses em 2008) os principais destinos das exportações angolanas (mais de 66 por cento das suas exportações totais), como mostram os dados mais recentes International Trade Centre(ITC).
Com o inicio das importações de petróleo a Angola, em 2005, a estruturas das importações portuguesas sofreram uma enorme alteração e actualmente os combustíveis minerais constituem mais de 99 por cento do total, quando, antes disso, Lisboa comprar àquele pais africano madeiras e metais comuns.
O crescimento das relações económicas bilaterais é acelerado de ambos os lados e ganha peso sobretudo com o aumento contínuo das exportações portuguesas -- Angola é o 4º. maior cliente de Portugal -, também as compras de Portugal a Angola, sobretudo de petróleo, fizeram com que subisse mais de 100 lugares na tabela de fornecedores, da 128ª. posição em 2004 para 21ª. em 2009.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, visita Angola entre 18 e 24 de Julho, liderando uma comitiva que transporta cerca de cem empresários portugueses.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Empreendedorismo
AIP-CE leva delegação de uma centena de empresários a três províncias angolanas
A Associação Industrial Portuguesa-Confederação Empresarial (AIP-CE) organiza, em parceria com a AICEP Portugal Global, a deslocação de uma comitiva empresarial a Angola, de 18 a 25 de Julho.
Cerca de uma centena de empresários de sectores tão diversos como a engenharia, a energia, a agricultura ou a relojoaria viajam na próxima semana para Luanda, Benguela e Lubango, numa missão organizada no âmbito da visita do Presidente da República Portuguesa a Angola.
O Fórum empresarial Angola-Portugal, que decorrerá em Benguela e no Lubango, é destaque no programa desta missão empresarial, em que participam cerca de 100 empresários de mais de 70 pequenas, médias e grandes empresas.
O objectivo do fórum, segundo adiantaram hoje à agência portuguesa Lusa os organizadores, é proporcionar um levantamento das oportunidades locais para as empresas portuguesas e fomentar o contacto e a partilha de experiências entre empresários de ambos os países.
Nesse contexto, vão ser apresentados aos empresários portugueses no decorrer do Fórum dois estudos que a AIP-CE está a desenvolver sobre as províncias angolanas de Benguela e Huíla.
A delegação empresarial integra os presidentes de grandes empresas como a Galp Energia, Murteira Nabo, a Águas de Portugal, Pedro Serra, a COMPTA (informática), Armindo Monteiro, ou da Centralcer, Alberto da Ponte, e administradores da construtora Soares da Costa ou a cimenteira Secil, mas o maior número é de responsáveis de médias e pequenas empresas dos mais diversos sectores.
A Boutique dos Relógios, a DST Pedreiras, o Grupo Casais, a Gelpeixe, a RARI - Construções Metálicas, a Cabelte, a Critical Software, empresas de moldes e de artes gráficas e várias empresas de consultadoria são algumas na longa lista.
Na deslocação à província de Benguela, os empresários terão oportunidade de conhecer o porto do Lobito.
Em Luanda, os empresários vão estabelecer contactos com potenciais parceiros económicos na FILDA, uma Feira multi-sectorial anual que constituiu o maior evento comercial com dimensão internacional em Angola, que será inaugurada no próximo dia 20, pelo Presidente da República Portuguesa.
Sociedade

Segurança
Cultura
A autora refere que o livro surge da necessidade de narrar recordações vividas na sua infância, bem como de escrever algo que pudesse persuadir as crianças a adquirir gosto pela leitura. Na apresentação da obra, a escritora Kanguimbo Ananás disse que a história surpreende o leitor, pois reflecte a relação entre Angola e Portugal e apresenta um universo imaginário e realista dos pequenos que vivem nestes respectivos países.
Kanguimbo Ananás disse à Angop que apreciou o recurso linguístico utilizado pela escritora Carolina Lagutrop, que faz um “jogo” entre a Língua Portuguesa e o Umbundo (idioma falado no centro e sul de Angola). A mesma satisfação foi mostrada pelos escritores João Pignatelli e Carmo Neto, tendo este último revelado que espera contar com a escritora portuguesa no projecto da União dos Escritores Angolanos (UEA), denominado “Quem Me Dera ser Onda”, que procura implementar nas crianças o gosto pela leitura.
Desporto
O Mundial de África do Sul tem gerado alguma controvérsia em relação a alegados erros graves cometidos pelos árbitros auxiliares. De acordo com o secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, este campeonato será a última edição com o actual sistema de arbitragem. "Se quatro novos olhos podem ajudar o árbitro principal, por que não utilizá-los?", questionou Valcke em entrevista ao canal britânico "BBC". Actualmente, além do árbitro principal, há os dois auxiliares e um quarto juiz. A ideia é usar mais dois, um atrás de cada baliza. "Diria que é o último Mundial com o actual sistema de arbitragem", concluiu o secretário-geral da FIFA, citado pela Angop.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Educação
Telecomunicações

O sistema digital da rede fixa de telefonia da Angola Telecom na província do Kwanza Sul será inaugurado no final deste mês, anunciou hoje o director provincial da empresa, José Freitas. Em declarações à Angop, o responsável disse estar já concluída a parte técnica do projecto e os clientes interessados já podem proceder à assinatura de contratos para acesso aos serviços de voz e Internet banda larga. Financiado pelo Governo italiano em 18 milhões de euros, o plano vai facilitar inicialmente a interligação de oito sedes municipais, nomeadamente o Sumbe, Porto Amboim, Amboim, Conda, Cela, Seles, Kibala e Libolo.
De acordo com o responsável, em declarações à Angop, o sistema vai trazer inúmeros benefícios às comunidades, uma vez que poderão se comunicar com outras do país.
Finanças
Cultura
O artista plástico angolano Guilherme Mampuya inaugura hoje uma exposição de pintura, que estará patente a até ao dia 24 deste mês, numa das unidades hoteleiras de Luanda.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Diplomacia
As relações comerciais entre Angola e a Polónia precisam de ser impulsionadas nos mais variados domínios da actividade económica, tendo em conta o fraco volume de negócios existente. Esta é a opinião do embaixador polaco no país, Piotr Mysliwiec. Em declarações à Angop, Piotr Mysliwiec salientou que o volume de negócios entre os dois países ainda é bastante fraco, devido ao pouco conhecimento que os empresários polacos têm acerca de Angola.