O Ministério da Saúde pretende estender os serviços de Hemodiálise, actualmente centrados em Luanda, para as províncias do Huambo, Huíla, Cabinda e Benguela. O objectivo consiste em descentralizar os serviços, de forma a chegar a mais doentes. O presidente da Associação Angolana de Nefologia, Matadi Daniel confirmou, em declarações à Angop, que o país atende 523 pacientes em diálise crónica, 450 dos quais de Luanda, desconhecendo a localização dos demais doentes.
Segundo o responsável, existem províncias apenas representadas por dois doentes, questionando-se se não existem mais pacientes que simplesmente têm possibilidades de chegar até Luanda.
Por outro lado, Matadi Daniel reconheceu que as condições de detecção do diagnóstico no país melhoraram, já que neste momento todos os centros médicos ou hospitais fazem exames para a detenção de problema renal, como de urina e glicemia. “O que quer dizer que se pode optar pela detenção precoce da doença renal”, citando como exemplo um programa que fizeram a uns meses em 25 de 100 pessoas tiveram alterações urinárias e hipertensão. “E estavam aparentemente sã”.No caso de Angola, de acordo com o especialista, a hipertensão continua a ser a segunda causa, enquanto a primeira é ainda desconhecida.
“Deve-se avançar de forma célere para a melhoria da qualidade de vida, tendo em conta que existem condições desde que Angola investiu na formação. Hoje, o país tem cerca de sete Nefologistas, há uns anos contava apenas com um”, reforçou. Frisou que se deve primar por dadores vivos, porque com órgãos de cadáveres o processo é mais complexo.Luanda conta com Centro de Hemodiálise do Hospital Militar, Maria Pia, Josina Machel, Clínica Multi-perfil e Girassol.
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