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quinta-feira, 4 de março de 2010

Ambiente


País prepara projectos para Mercado de Carbono


O Ministério do Ambiente está a preparar 15 projectos de várias dimensões de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MLD), para propor ao "Mercado de Carbono". Fátima Jardim referiu, na abertura da 1ª Reunião da Autoridade Nacional Designada, que este organismo consiste numa agência governamental obrigatória que autoriza o desenvolvimento de projectos de MLD. Estes projectos, que devem estar ligados à possibilidade de redução de emissões de gases de efeito de estufa, estão relacionados com a melhoria da qualidade de água, distribuição de energia eléctrica, agricultura, minas e produção mineira, transportes, construção, industriais e outros.

“Queremos referir que dessa forma Angola reforçará a capacidade de maximizar as vantagens do mecanismo de flexibilidade criados pelo protocolo de Kyoto, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas”, referiu.

O Mercado de Carbono, de acordo com Fátima Jardim, está cada vez mais competitivo ao nível mundial, uma dinâmica que para si, constitui uma questão adaptável que poderá mudar a vida organizacional dos países, sobretudo em desenvolvimento. De acordo com a ministra, este mercado de comercialização de carbono está a movimentar este ano 30 milhões de dólares norte-americanos, montante aberto à participação de países em desenvolvimento, principalmente pelo facto de emitirem poucas quantidades de gases de efeitos de estufa (GEE) para a atmosfera.

Angola, através do Ministério do Ambiente e dos seus parceiros, procura oportunidades através de actividades de coordenação, para que a Autoridade Nacional Designada (AND) possa ter capacidade em recursos humanos e logísticos disponíveis e atinja resultados produtivos.

Lançou ainda o apelo aos países industrializados para que se associem aos desafios de Angola, no que toca a sua construção e construção, com bases modernas e sólidas.

Comércio

Sector incentiva troca de produtos do campo

A Direcção Provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo tem como prioridade para 2010 a implementação do programa de desenvolvimento do comércio rural, de forma a incentivar o escoamento dos produtos do campo para a cidade e vice-versa.

O director provincial, Álvaro Coutinho, reiterou esta intenção durante uma visita de constatação às instalações do sector pelo o vice-governador para esfera Económica e Social, Francisco Cambango. O projecto, que visa melhorar o abastecimento de produtos agrícolas aos principais mercados do Luena, será viável assim que as vias de acesso estiverem reparadas.

Manifestou também o desejo de reforçar o comércio fronteiriço com cidadãos da RDCongo, que realizam trocas comerciais em pequena escala com a população do município do Luau. A direcção do Comércio Hotelaria e Turismo controla na província 2.050 estabelecimento comerciais, 111 unidades hoteleiras e 12 áreas turísticas identificadas.


Petróleo

Sonangol quer explorar petróleo em São Tomé e Príncipe

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) poderá fazer parte de um consórcio que vai explorar petróleo em São Tomé e Príncipe, no qual terá como parceiros a empresa petrolífera portuguesa Galp e a santomense Petrogás.

A informação foi prestada hoje à Angop, em Luanda, pelo deputado à Assembleia Nacional daquele país, Aurélio Martins. De acordo com a fonte, o Governo santomense propôs a Angola e Portugal para que a Sonangol e a Galp façam parte do consórcio que vai explorar o petróleo na zona económica exclusiva”. Aurélio Martins explicou ainda que existe uma outra zona de exploração entre São Tomé e Nigéria, mas que não será abrangida pelo consórcio a ser criado.

Por outro lado, o deputado de S. Tomé e Príncipe explicou que o Governo do seu país realizou um leilão internacional para a exploração do crude na zona económica exclusiva. O deputado defendeu a participação da Sonangol no leilão internacional não só por ser a maior empresa petrolífera em África, mas também pelo prestígio e credibilidade que já conquistou a nível mundial.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Saúde

Programa de combate à malária distribui mais de 150 mil mosquiteiros

Desde Janeiro deste ano, estão a ser distribuídos 156.400 mosquiteiros pelas 454 unidades hospitalares existentes na província da Huíla. A iniciativa é do Departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias e insere-se no âmbito do programa de combate à malária.

Em declarações à Angop, no Lubango, o oficial do programa de combate à malária, Lelo Zola, referiu que deste lote, 84.039 estão a ser distribuídos a mulheres grávidas e a 72.274 a mães de menores de cinco anos e os restantes estarão em stock nestas unidades. Para além da entrega dos mosquiteiros impregnados, o oficial adiantou que estão a ser distribuídas quantidades não especificadas de anti-palúdicos, nomeadamente, fansidar, paracetamol, albendazol e cápsulas da vitamina A.

Lelo Zola informou que a Direcção de Saúde Pública entregou 49.299 mosquiteiros à unidades hospitalares da cidade do Lubango, 14.900 em Caconda, 13.900 na Chibia, 13.100 na Matala, 12 mil na Jamba, 11.100 nos Gambos.

Acrescentou que ainda serão distribuídos 9.800 nas unidades de Quipungo, 6.700 no Kuvango, 6.400 em Caluquembe, 5.100 em Quilengues, 3.100 na Cacula, 3.400, 3.100 em Chicomba.

Com apoio do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), o responsável referiu que a intenção é de reduzir os índices de casos da doença no seio das comunidades, por isso vai realizar em Março uma campanha sobre a importância do uso de mosquiteiros.

Desminagem


Itália doa 400 mil euros ao INAD


O Instituto Nacional de Desminagem (INAD) recebeu pela embaixada da Itália em Angola 400 mil euros para apoio a desminagem no país. O montante foi disponibilizado no âmbito da cooperação existente entre os governos de Angola e de Itália.
Em declarações à imprensa, o embaixador da Itália em Angola, Giuseppe Mistretta, mostrou-se satisfeito e adiantou que esta não é a ultima ajuda que o seu país vai doar a Angola. Serão doados 200 mil euros, correspondentes a 300 mil dólares, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a assistência a desminagem no país. O embaixador mostrou-se satisfeito pelo projecto se transformar numa realidade, realçando ser difícil a transformação de ideia em plano concreto.
Por sua vez, o director-geral do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Leonardo Severino Sapalo, considerou a doação como uma mais valia, informando que a mesma vai facilitar a potenciação das equipas de desminagem nas brigadas mecanizadas e manuais. Destacou ainda a sua acção para a província de Kuando–Kubango, sem menosprezar as restantes do país que se encontram minadas.
Para ele, o gesto é uma clara demonstração de confiança do Governo italiano no trabalho realizado em Angola, particularmente por esta instituição, no tocante a localização, remoção e destruição de engenhos explosivos. Leonardo Sapalo enalteceu o esforço do governo angolano no que toca a reconstrução, harmonização da vida económica do país. O director disse ainda que um dos maiores obstáculos das minas é o não conhecimento lógico do perímetro do território minado, referindo-se igualmente a constrangimentos pontuais que são de âmbito de gestão.

Indústria


Ministro da Indústria inaugura fábrica de betão

O ministro da Indústria e Minas, Joaquim David, inaugurou ontem, no pólo industrial de Viana, em Luanda, uma fábrica de “betão armado” com capacidade para mil e 200 toneladas/dia, que é propriedade da empresa “Afritrack Angola Lda”.

Em declarações à Angop, no final da cerimónia, o governante defendeu que a fábrica vai contribuir para o programa do Governo angolano de construção de um milhão de casas. A estrutura vai incrementar a produção de materiais de construção, estando vocacionada para o fabrico de tijolos, janelas e portas.

A unidade vai contribuir para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos 500 trabalhadores que emprega. O município de Viana tem uma superfície de 1.343 quilómetros quadrados e possui mais de dois milhões de habitantes. Situa-se a sudoeste de Luanda, sendo limitada a norte pelos municípios de Cazenga e Cacuaco, faz fronteira a leste com o município da Quissama (província do Bengo) e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Violência Doméstica

OMA quer aprovação rápida da lei


A secretária provincial da Organização da Mulher Angolana (OMA), na Lunda Sul, Maria de Fátima Munhica, referiu ontem em Saurimo, que a organização deve unir esforços para que a legislação sobre a violência contra a mulher seja aprovada pelo parlamento o mais breve possível, de forma a sancionar seriamente os infractores.
A responsável fez esta afirmação durante o acto provincial das comemorações do dia 2 de Março, realizado sob o lema “Mulheres Angolanas, mais rigor, mais transparência, melhor governação” e apelou para que a sociedade angolana aposte no combate a todas as formas de violência contra a mulher. “Nenhum costume, tradição ou religião pode justificar um tratamento cruel e degradante que é usado para propalar a violência contra a mulher”, reiterou.
Na ocasião, Fátima Munhica apelou às mulheres a estudarem a nova constituição como documento que regula os direitos e garantias dos cidadãos, e organiza as leis que vão ditar os princípios, regras, normas e valores como factores de unidade nacional. A responsável sublinhou que a mulher angolana nos últimos momentos alcançou vitórias rumo a um futuro diferente e reconhece-se também que entre os desafios são notórios os sucessos alcançados na sua comparticipação no processo de alfabetização.