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segunda-feira, 22 de junho de 2009

União Europeia


Deputados angolanos como observadores nas eleições europeias


Os deputados da Assembleia Nacional Almerindo Jaka Jamba e Carolina Cerqueira, observaram, Domingo, na Bélgica, em representação do Parlamento, as eleições legislativas europeias. À margem das eleições legislativas, os dois deputados participam, a convite da União Europeia e da União Africana, num seminário especializado nas novas práticas eleitorais. A chefe da delegação angolana, Carolina Cerqueira, da bancada parlamentar do MPLA, afirmou que a “observação das eleições na Bélgica traduz-se numa oportunidade ímpar e num privilégio, enquanto angolana e africana, e ajudam a aprender novas técnicas e métodos de contagem de votos e de análise dos resultados eleitorais ”. Carolina Cerqueira é a presidente da 9ª Comissão da Assembleia Nacional, encarregada dos direitos humanos, petições, reclamações e sugestões. Jaka Jamba é o presidente da 8ª Comissão da Assembleia Nacional, que responde pelos mandatos, ética e decoro parlamentar.

Novas Tecnologias

Material informático mais caro devido à demora na transportação




O material informático chega caro ao consumidor devido ao tempo de demora na sua transportação dos países onde são adquiridos até a Angola, informou em Luanda o presidente do Conselho de Administração da Sistec, Rui Manuel dos Santos. 

Em declarações à Angop, Rui Manuel dos Santos referiu que o tempo em que se compra os produtos dos fornecedores de material informático até ser recebido no país, demora sete meses, o que significa uma "imobilização financeira elevada que tem de ser compensada nos custos, por ter que se pagar juros". 

O responsável adiantou ainda que as elevadas taxas de importação e os impostos de consumo alto são aspectos que fazem com que os produtos informáticos sejam caros.
“Sendo do interesse do Estado que haja uma estratégia de desenvolvimento a nível de tecnologias de informação, com o objectivo de disseminar os meios tecnológicos para todos os cidadãos, as taxas deveriam ser reduzidas a zero ou a quase zero”, argumentou. A fonte adiantou que as empresas angolanas do ramo das Tecnologias de Informação (TIC) não conseguem aceder ao material informático ao preço que é praticado na Europa, China ou Índia. “Angola não tem para efeitos de cálculos de preço a economia de escala”.
"A economia de escala é fundamental para que os preços possam baixar, para que as empresas que vendem consigam pagar os custos fixos da sua empresa que tem a ver com a importação, com os stocks, com as condições de armazenagens, entre outros”, frisou Rui Santos. Para si, se o Estado traçar uma estratégia a nível de consumo, uma estratégia alfandegária, os produtos serão mais baratos e os cidadãos de baixa renda poderão adquirir os equipamentos mais facilmente. 

Ao falar sobre o acesso da internet fixa (mais barata em relação a móvel) não ser possível chegar a todas cidades e vilas do país, Rui Manuel dos Santos realçou que a "cablagem" (cabos que são fixados para levar a comunicação) no país não está feita para todas as zonas, o que dificulta estender a tecnologia. 

“Nos Estados Unidos da América e na Europa este fenómeno é possível, porque a cablagem está estendida em todas as localidades, mas em quinze anos é possível termos serviços deste género a localidades distantes”, admitiu.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Banca


Banco BIC aconselha investimentos portugueses na agro-pecuária


O Banco BIC Português apontou ontem, em Braga, a agro-pecuária de Angola, "onde há uma enorme quantidade de fazendas por reactivar", como um dos sectores em que as empresas portuguesas podem investir.

O director-executivo do Banco BIC, Mira Amaral, disse que as fazendas a reactivar possuem terrenos férteis para a produção de algodão, milho ou açúcar: "cada vez mais surgem parcerias estratégicas que dão origem a empresas constituídas por capitais luso-angolanos", vincou.

O gestor apontou, ainda, os sectores do imobiliário, cerâmica, educação, construção, logística, metalo-mecânica, novas tecnologias e saúde, como sendo aqueles em que os portugueses possuem competência e capacidade para investir em Angola.

Frisou que, numa primeira fase, os investimentos portugueses estavam centrados em Luanda e na área dos serviços, realçando que, "actualmente há diversas empresas industriais a serem criadas ou a funcionar em zonas como Viana, Lobito ou Huambo".

Vincou que, "embora Angola ainda importe materiais de construção, as empresas luso-angolanas já têm capacidade de produção de quantidades significativas". "Angola tem um elevado potencial de crescimento pois quase tudo está por fazer", referiu, avisando, no entanto, que "o consumidor angolano já não aceita qualquer coisa, pois tornou-se exigente em termos de qualidade de produtos e de serviços", explicou.


Internacional


Dmitri Medvedev parte à "conquista" de África em périplo por quatro países, incluindo Angola



O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, realizará na próxima semana um périplo africano que o levará ao Egipto, Nigéria, Namíbia e Angola, informa o serviço de imprensa do Kremlin.
Segundo o Kremlin, Medvedev realizará visitas oficiais ao Egipto (23 de Junho), Nigéria (24 de Junho), Namíbia (24-26 de Junho) e Angola (26 de Junho).
As visitas realizam-se a convite dos Presidentes dos países mencionados. Segundo a Embaixada de Angola em Moscovo, "o presidente Dimitri Medvediev é aguardado, em Luanda, em finais deste mês, para uma visita que vai "proporcionar outra dinâmica nas relações de cooperação económica e comercial bilateral".
"Em Angola, assistirá à assinatura do "Acordo de Cooperação Técnico-Científico e Económico", lê-se no boletim. A Rússia está disposta a financiar duas novas barragens no rio Kwanza, ao longo do corredor Malange/Kwanza Norte, que poderão produzir dois mil megawatts.
Medvedev deverá analisar com os dirigentes angolanos a realização de projectos conjuntos no campo da exploração de petróleo em Angola.
A visita de Medvedev russo a ser preparada há várias semanas e foi um dos temas discutidos com as autoridades de Moscovo pelo ministro das Relações Exteriores (Mirex) de Angola, Assunção dos Anjos, quando visitou a capital da Federação russa.
A presença de Medvedev em Luanda surge como consequência natural da intensificação das relações entre os dois países e, como define o protocolo, em resposta a uma visita do Presidente José Eduardo dos Santos à Rússia, em 2006.

Infra-estruturas

Ponte que liga Benguela ao Lobito abre em Julho



O consórcio constituído pelas construtoras portuguesas Mota/Engil e Soares da Costa ultima a construção de uma ponte que liga as cidades de Benguela e Lobito, litoral de Angola, e que estava interditada devido a diversos problemas estruturais.

A conclusão da empreitada, que se realiza sobre o rio Catumbela, era há vários anos esperada e vai facilitar o tráfego rodoviário entre Benguela e Lobito e deverá estar concluída a 01 de Julho, quando passa a estar aberta à circulação automóvel.

A construção da ponte teve início em Maio de 2007, envolvendo uma mão-de-obra de 400 trabalhadores entre angolanos e expatriados, com mais de 400 metros de comprimento.

Em declarações aos jornalistas, Rita Monteiro, do Instituto de Soldadura e Qualidade de Portugal, entidade fiscalizadora da obra, considera que foram cumpridas todas as etapas de construção previstas com a qualidade exigida.

"A ponte está praticamente concluída com a colocação do betuminoso. Falta apenas o revestimento dos passeios e esperamos no dia 30 de Junho concluir a obra e em seguida fazer o ensaio de carga para observarmos os diversos deslocamentos da ponte".

Para isso, a empresa vai proceder à colocação de 18 camiões em cima da ponte com 30 toneladas cada um e após isso considerar, se a estrutura passar neste teste, que a ponte está em segurança e pode ser utilizada", salientou Rita Monteiro.

Para Luís Parreirão, administrador da construtora Mota/Engil, a conclusão da ponte constitui um "marco histórico" para estas duas empresas portuguesas.

Este responsável anunciou ainda que está também em fase de conclusão a estrada que liga a ponte, cujas obras terminarão quando a ponte for aberta ao público.

Não foram avançados números relativos aos custos da obra.

Internacional

Luanda denuncia agressão a diplomata em Bissau


O Ministério das Relações Exteriores de Angola (Mirex) denunciou em comunicado divulgado em Luanda a "brutal agressão" de que foi alvo o 1º secretário da embaixada angolana na Guiné-Bissau.
O documento em que é denunciada a agressão ao diplomata angolano na capital guineense foi emitido na quinta-feira à noite em Luanda, descrevendo a agressão a Jeremias José António como tendo ocorrido num local público de Bissau na semana passada.
O Mirex em momento algum do comunicado indicia que este episódio esteja relacionado com a vaga de violência que assola a Guiné-Bissau desde Março último, onde já foram mortos o Presidente "Nino" Vieira, o chefe das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, e dois ex-ministros, Baciro Dabó, este também candidato presidencial, e Hélder Proença.
A agressão a Jeremias António foi, ainda segundo o Mirex, protagonizada por um "cidadão desconhecido".
O ministério lança um forte apelo às autoridades guineenses para que protejam a comunidade angolana residente na Guiné-Bissau, bem como os seus diplomatas, salvaguardando a "tranquilidade da missão diplomática".




Investimento

Empresas portuguesas visitam Angola

Uma delegação de 17 empresas portuguesas visita Angola, entre 21 e 27 de Junho, com o objectivo de conhecer as "oportunidades de negócios e de investimento" neste país africano.

"Angola é um país da África subsaariana com um enorme potencial de crescimento nos próximos anos, e apesar da crise conjuntural que atravessa, constitui uma grande oportunidade para as empresas de pequenas e média dimensão (PME)", referiu Pedro Madeira Rodrigues, secretário-geral da Associação Comercial de Lisboa.

A missão empresarial a Angola, que é organizada pela Associação Comercial de Lisboa/Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (ACL-CCIP), deslocar-se-á a Luanda, Benguela e ao Lobito.

A missão é constituída por 17 PME de diversos sectores de actividade económica, nomeadamente da área agrícola, agro-química, software, máquinas agrícolas, construção civil, entretenimento, metalomecânica, rações e carnes, águas, consultoria jurídica, arquitectura e engenharia, e dos transportes e logística.

O programa desta missão contempla reuniões individuais de negócios em Luanda e no Lobito, de acordo com o perfil e interesses no mercado de cada participante e ainda uma sessão de apresentação do mercado Angolano.