
Empresas portuguesas apostam nas províncias


Criação de Fundo Soberano
O Governo vai lançar ainda este ano o Fundo Soberano Angolano para investir a riqueza da nação noutros países. De acordo com o ministro das Finanças angolano, Severim de Morais, é importante que o mesmo seja lançado até ao final de 2009. A criação do Fundo Soberano foi anunciada em Novembro de 2008 pelo presidente, José Eduardo dos Santos, mas a recessão global levou a que este fosse adiado.
O Governo tem usado a petrolífera estatal Sonangol como uma espécie de fundo para comprar acções em firmas estrangeiras, como é o caso da participação de 10% no BCP. A criação do Fundo Soberano destina-se a criar um veículo dedicado que passe a gerir os investimentos do Estado angolano fora do país.
Embora as finanças angolanas tenham sido beneficiadas pelos altos preços do petróleo em 2008, a recente quebra dos preços do crude levaram o Governo a ser mais rigoroso em relação aos investimentos públicos do país.

Mota-Engil Angola
A Mota-Engil assinou um memorando de entendimento para a criação da sociedade Mota-Engil Angola. Detida em 51 por cento pela Mota-Engil e em 49 por cento por um consórcio angolano, representado maioritariamente pela Sonangol Holdings e pelo Banco Privado do Atlântico, a nova empresa terá como função a actividade de construção e obras públicas no país. A Mota-Engil Angola “receberá por integração os activos da sucursal da Mota-Engil Engenharia em Angola no prazo de um ano”, diz a empresa em comunicado. Adicionalmente, serão também transferidas para um veículo detido a 100% pela nova sociedade as participações que a Mota-Engil Engenharia possui em Angola. Espera-se agora um acordo num prazo de 90 dias. Os títulos da Mota-Engil abriram esta terça-feira a valorizarem 0,30% para os 3,30 euros.

Angola investe em novas fontes de energia
O Governo está a investir na educação ambiental da população. A exploração desmesurada de árvores incentiva o processo de desertificação e seca. Razão pela qual, o vice-ministro do ambiente alerta para o problema da desertificação e defende “que Angola deve identificar outras fontes de energia para a população”. Mota Liz aponta, particularmente, para a região sul do país. Nessas localidades, assiste-se a “uma exploração desmedida de árvores para a produção de lenha e carvão vegetal, além do derrube de plantas para fins agrícolas”, informa. O responsável lembra que o corte de árvores para a lenha e carvão vegetal contribui para o avanço da desertificação. É necessário “repor florestas” para evitar o desenvolvimento de desertos em Angola, defende. A educação ambiental das populações e o desenvolvimento de tecnologias ambientais a favor das energias renováveis são apontadas pelo vice-ministro como medidas favoráveis à defesa do ambiente. O governo angolano tem desencadeado programas de educação ambiental, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da defesa do ambiente. A desertificação afecta um terço do planeta. 24 biliões de toneladas de terras férteis desaparecem todos os anos devido ao problema.

petições, reclamações e sugestões. Jaka Jamba é o presidente da 8ª Comissão da Assembleia Nacional, que responde pelos mandatos, ética e decoro parlamentar.Material informático mais caro devido à demora na transportação

O material informático chega caro ao consumidor devido ao tempo de demora na sua transportação dos países onde são adquiridos até a Angola, informou em Luanda o presidente do Conselho de Administração da Sistec, Rui Manuel dos Santos. Em declarações à Angop, Rui Manuel dos Santos referiu que o tempo em que se compra os produtos dos fornecedores de material informático até ser recebido no país, demora sete meses, o que significa uma "imobilização financeira elevada que tem de ser compensada nos custos, por ter que se pagar juros". O responsável adiantou ainda que as elevadas taxas de importação e os impostos de consumo alto são aspectos que fazem com que os produtos informáticos sejam caros. “Sendo do interesse do Estado que haja uma estratégia de desenvolvimento a nível de tecnologias de informação, com o objectivo de disseminar os meios tecnológicos para todos os cidadãos, as taxas deveriam ser reduzidas a zero ou a quase zero”, argumentou. A fonte adiantou que as empresas angolanas do ramo das Tecnologias de Informação (TIC) não conseguem aceder ao material informático ao preço que é praticado na Europa, China ou Índia. “Angola não tem para efeitos de cálculos de preço a economia de escala”. "A economia de escala é fundamental para que os preços possam baixar, para que as empresas que vendem consigam pagar os custos fixos da sua empresa que tem a ver com a importação, com os stocks, com as condições de armazenagens, entre outros”, frisou Rui Santos. Para si, se o Estado traçar uma estratégia a nível de consumo, uma estratégia alfandegária, os produtos serão mais baratos e os cidadãos de baixa renda poderão adquirir os equipamentos mais facilmente. Ao falar sobre o acesso da internet fixa (mais barata em relação a móvel) não ser possível chegar a todas cidades e vilas do país, Rui Manuel dos Santos realçou que a "cablagem" (cabos que são fixados para levar a comunicação) no país não está feita para todas as zonas, o que dificulta estender a tecnologia. “Nos Estados Unidos da América e na Europa este fenómeno é possível, porque a cablagem está estendida em todas as localidades, mas em quinze anos é possível termos serviços deste género a localidades distantes”, admitiu.